Um impasse inesperado para alguns tomou conta do cenário sindical de Gravatá, no Agreste de Pernambuco. A eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, marcada para o dia 23 de julho, sofreu uma reviravolta após a Comissão Eleitoral declarar a inelegibilidade de integrantes das duas chapas inscritas.
A decisão foi formalizada em ofício e entregue às partes interessadas mediante protocolo. No documento, a comissão aponta inconsistências e irregularidades legais que impedem a participação de alguns candidatos no processo eleitoral, incluindo os atuais presidente e vice-presidente da entidade, Verônica Pereira Tenório e José Mário Barbosa da Costa.
Ambos foram considerados inaptos para concorrer ao novo mandato, ficando fora da disputa pelo próximo quatriênio. A medida se baseia em um pedido de impugnação apresentado por uma associada da instituição, cujo nome segue em sigilo até a conclusão das apurações.
Diante do cenário, a Comissão Eleitoral notificou oficialmente as chapas, estabelecendo um prazo de 48 horas, contadas a partir do recebimento da notificação para a substituição dos nomes impugnados. O prazo deve ser cumprido dentro do horário de expediente, das 8h às 12h, diretamente com a comissão.
Mesmo após a divulgação da decisão, os envolvidos permanecem em silêncio. Até o momento, nenhum dos candidatos barrados, incluindo os líderes das chapas, se manifestou publicamente sobre o ocorrido. Não houve notas oficiais, declarações públicas nem movimentações nas redes sociais.
O clima é de expectativa entre os trabalhadores e associados do sindicato, já que o futuro da eleição dependerá do cumprimento do prazo e da regularização das chapas. Caso não haja substituições conforme determinado, existe o risco de invalidação do processo eleitoral.
Seguiremos acompanhando os próximos passos dessa disputa que, ao que tudo indica, está longe de uma definição pacífica.