POLÍTICA
Prestigiado como poucos por Joaquim Neto, Aarãozito quebra o silêncio e se alia publicamente a Waldemar Borges para derrotar seu ex-prefeito.
Figura-chave em todos os governos de Joaquim Neto, o ex-secretário Aarãozito rompe o silêncio que lhe é peculiar e declara apoio político ao deputado estadual Waldemar Borges. O novo alinhamento mira diretamente o maior adversário político do ex-prefeito.
29/07/2025 09h48 Atualizada há 11 meses
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Foto/ZEDOPOVO.com.br

Prestigiado como poucos nos bastidores da Prefeitura, ex-secretário por três mandatos e braço forte da gestão de Joaquim Neto, Aarãozito declarou rompimento com o grupo do ex-prefeito pela primeira vez ao vivo, durante entrevista ao radialista Jota Silva, sua aliança com o deputado estadual Waldemar Borges (PSB), maior adversário político de Joaquim.

“O rompimento com o grupo de JN foi só uma questão política. A amizade continua, mas politicamente estamos afastados”, afirmou.

 

A guinada, que seria impensável anos atrás, marca a adesão de Aarãozito à oposição, com o objetivo claro de fortalecer um novo campo político contra Joaquim Neto em Gravatá. A movimentação causou espanto entre aliados e principalmente entre os agricultores, que desconhecem os bastidores da política e reacendeu o termômetro político da cidade.

“Hoje faço parte do grupo do deputado Waldemar Borges. Me aproximei, fui muito bem acolhido e estou bastante confortável. É um deputado presente, que escuta, respeita e atende todo mundo”, declarou.

Você pode até questionar: como alguém que foi secretário de Joaquim Neto por três mandatos agora afirma ter sido “bem acolhido” em outro grupo político? Oportunismo? Viés político não explicado na entrevista? O fato é que o distanciamento está consumado e a família, politicamente, dividida em três pedaços: uma com Waldemar Borges, outra com Joaquim Neto e outra com o grupo do padre Joselito.

Homem forte da agricultura e do meio ambiente, Aarãozito destacou o avanço da agricultura na gestão de Joaquim Neto

Durante a entrevista, Arãozito relembrou projetos de destaque realizados durante sua gestão à frente da Secretaria de Agricultura, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), que injetou milhões na agricultura de Gravatá e a operação Papa Vidro, uma parceria ambiental inédita com o IMIP e empresas recicladoras. Ações acompanhadas de perto pelo então prefeito Joaquim Neto, que apostou alto em sua atuação como secretário de Meio Ambiente.

“A gente circulava na época entre 3 a 5 milhões de reais por ano só em compras do pequeno produtor. Era custo zero para o município. Isso nunca mais foi feito”, criticou.

Brasília, Aarãozito acompanhando Joaquim Neto no Ministério da Agricultura em abril de 2018.

 

Críticas à gestão atual e ao abandono de políticas públicas

O ex-secretário também foi direto ao avaliar o cenário das políticas públicas ambientais e de agricultura em Gravatá:

“Hoje não vejo nenhuma política ambiental no município. A Semana do Meio Ambiente foi ridícula. Falta técnica, empenho, vontade. Tem que sair da cadeira e ir pro campo resolver”, disse, em tom de indignação.

Perfil do novo griupo político do ex-secretário.

De pré-candidato a aliado do deputado Waldemar Borges, Aarãozito agora compartilha palanque com nomes ligados ao desastre administrativo de Gravatá. Depois que o deputado se juntou a Ozano Brito, nossa Gravatá nunca mais foi a mesma, um dos responsáveis direto pela cassação do ex-prefeito Bruno Martiniano e Rafael Prequé, pela Intervenção do Estado em nossa cidade, lembram do coronel preso? Pois é. Comentam, inclusive, que o deputado já estaria articulando suas maldades contra a gestão do prefeito padre Joselito, por ter retirado um grupo de “sanguessugas” da sua administração, como foi o caso do ex-secretário de Saúde Dr. Edson, ficha suja, com várias condenações e dinheiro a devolver aos cofres públicos. Esse é o novo grupo de Aarãozito. Politicamente, Wal enterrou todos os que com ele se alinharam. Com Aarãozito, será diferente? Só o tempo dirá.

Ato de filiação ao PSB de Waldemar Borges em abril de 2024

Aarãozito contou ainda que pretendia se candidatar à prefeitura nas últimas eleições, mas desistiu após a perda da mãe, justamente no dia de sua filiação partidária. Mesmo fora da disputa, participou de articulações com outros pré-candidatos de oposição.“Me reuni com Rafael, com Bruno Salles, com Léo Giestosa... o objetivo era lançar um nome de oposição. A gente tinha reuniões semanais”, revelou.

Durante a entrevista, afirmou que seu rompimento com o grupo de Joaquim Neto foi motivado exclusivamente por divergências políticas, sem mágoas pessoais. Segundo ele, a amizade e o respeito continuam, e sua saída foi comunicada diretamente ao ex-prefeito. Zito criticou sem clareza nas palavras, afirmando que o clima de fofocas e traições na política e reforçou que mantém uma postura de diálogo e transparência.

Mesmo tendo sido um ferrenho opositor de Waldemar Borges durante toda a sua vida pública ao lado de Joaquim, ao falar sobre sua nova aliança política, Aarãozito destacou a atuação do deputado estadual, a quem classificou como um parlamentar presente, acessível e comprometido com Gravatá. Afirmou estar confortável com o novo posicionamento e disse que Wal conquistou o reconhecimento da população, comprovado nas urnas por ser um político atuante e aberto ao diálogo.