TRAMA DO GOLPE
Bolsonaro na mira: julgamento por tentativa de golpe entra na reta final no STF. Defesas têm até quarta para tentar convencer ministros; expectativa é de decisão em setembro
Ação contra Bolsonaro por golpe avança à fase decisiva no STF nesta semana
11/08/2025 05h20 Atualizada há 11 meses
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Foto/ZEDOPOVO.com.br

O caso contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado entra numa semana decisiva no Supremo Tribunal Federal (STF). A partir desta quarta-feira (13), termina o prazo para que sete réus ligados ao núcleo principal do suposto plano apresentem suas últimas defesas.

Essa é a última chance para os advogados tentarem convencer os ministros com sua versão dos fatos. Depois disso, o relator Alexandre de Moraes poderá dar seu voto e liberar o processo para julgamento. A previsão é que a decisão, condenação ou absolvição saia já em setembro.

No mesmo grupo de Bolsonaro estão nomes de peso como os ex-ministros Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Cid, que fez acordo de delação, já apresentou suas alegações dizendo que não participou de plano golpista e agiu em sintonia com o então comandante do Exército.

Na semana passada, Moraes pediu prisão domiciliar para Bolsonaro, que também é investigado em outro inquérito por tentar atrapalhar as apurações e conspirar contra o Estado brasileiro nos Estados Unidos.

A medida gerou forte reação. Em Brasília, apoiadores foram para a porta da casa do ex-presidente com bandeiras e camisetas do Brasil. Teve carreata e buzinaço em várias regiões. No Congresso, a oposição protestou, colou adesivos na boca e ocupou as mesas diretoras. Líderes da direita também pressionam pelo impeachment de Moraes e articulam projetos para anistiar condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O clima esquentou ainda mais depois que o Departamento de Estado dos EUA e a embaixada americana em Brasília acusaram Moraes de “violar direitos humanos” e fizeram ameaças contra seus aliados. Ministros do STF responderam que não vão ceder a pressões externas.

Paralelamente, o chamado núcleo 2 da ação também deve avançar nesta semana, com o encerramento de diligências e a abertura de prazo para as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR)