A educação em Gravatá já enfrenta grandes dificuldades e, para piorar, quem mais deveria defendê-la foi justamente quem se colocou contra. Mais uma cena lamentável foi registrada ontem na Câmara de Vereadores. Segundo apurado, a sessão foi marcada por votos contra a população, muito bate-boca e até confusão: um vereador e uma vereadora quase chegaram às vias de fato após a reunião.
Projetos fundamentais para o futuro da educação do município foram simplesmente descartados.
Os parlamentares rejeitaram a criação do Sistema Municipal de Educação e também do Conselho Municipal de Educação. E o pior: sem análise das comissões, sem emendas, sem debate, sem justificativa. Foi o famoso “não pelo não”.
As propostas, sérias e alinhadas à Constituição e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), dariam mais voz à sociedade e fortaleceriam toda a rede de ensino. Mas a vaidade, a birra e a política de picuinha falaram mais alto. E claro: a falta de preparo de grande parte dos vereadores continua prejudicando Gravatá há anos.
Professora Ninha, ex-secretária de Educação de Gestão do Padre Joselito e atual vereadora
Para se ter uma ideia da bagunça, a vereadora Professora Ninha, que se autoproclama “mulher-maravilha da educação”, puxou o coro da rejeição. O curioso é que, quando foi secretária, deixou um histórico marcado por falhas: não concedeu aumento aos professores, desvalorizou a própria categoria, manteve a frota escolar sucateada, deixou alunos sem aula e ainda entregou índices de desempenho que envergonham qualquer gestor.
Quem acompanhou sua liderança nesse movimento votou junto e assinou, de uma só vez, um verdadeiro atestado de mediocridade.
Legislar exige responsabilidade, visão e compromisso com o povo. Mas, em Gravatá, sobra jogo de vaidade e faltam compromisso e responsabilidade. Mais uma vez, quem paga o preço dessa irresponsabilidade coletiva é a população, sobretudo os estudantes.