A Justiça Eleitoral decidiu, nesta terça-feira (19), tirar do cargo cinco vereadores eleitos em 2024 em Palmares, na Mata Sul de Pernambuco. A bronca foi grande: os partidos PSD, PSB e Republicanos foram pegos usando candidaturas femininas de “fachada” só pra cumprir a lei que exige pelo menos 30% de mulheres na disputa.
O juiz Diego Vieira Lima, da 37ª Zona Eleitoral, foi quem bateu o martelo. Ele entendeu que algumas mulheres foram lançadas como candidatas sem intenção real de concorrer. O caso foi tão escancarado que algumas receberam pouquíssimos votos e até apresentaram contas de campanha zeradas.
No PSD, por exemplo, a candidata Gil Personal teve só 4 votos.
No PSB, Rafaela Cilene recebeu 4 votos e Luciene Feitosa, apenas 1.
Já no Republicanos, Geane Napoleão obteve 5 votos e Zilda Rodrigues, 7.
Todas foram consideradas candidaturas fictícias.
Com isso, os vereadores Will do Conselho, Toinho Enfermeiro e Júnior Leão (PSD), Léo Dunda (Republicanos) e Nicholas Alves (PSB) perderam seus mandatos. Além disso, as candidatas de fachada e outros envolvidos na fraude ficaram inelegíveis por 8 anos.
Agora, o TRE-PE vai refazer a contagem dos votos e já comunicou à Câmara de Palmares que os novos vereadores devem assumir. As cadeiras vão ficar com:
Régis do Gago
Saulo Aciole
Josias
Fabiana Wanderlei
F20
Mesmo com possibilidade de recurso no TRE-PE e até no TSE, a decisão já vale de imediato. Ou seja: os vereadores cassados já estão fora e a Câmara precisa dar posse aos novos nomes.
GRAVATÁ
A expectativa agora está em Gravatá, no processo que envolve o partido Mobiliza. Se a Justiça Eleitoral mantiver a linha das últimas decisões sobre fraude à cota de gênero, como aconteceu em Palmares, o vereador Eduardo Cassapa pode acabar perdendo o mandato.
Muita gente já comenta nos bastidores políticos que o clima é de apreensão, porque a tendência é a Justiça seguir firme contra candidaturas de fachada usadas só pra cumprir a cota mínima de mulheres.