ENTREVISTA
Joaquim Neto descarta união com Padre Joselito e dispara contra adversários em entrevista. Ex-prefeito de Gravatá também criticou Waldemar Borges, falou sobre a política estadual e mandou recado direto a Léo do Ar.
Joaquim também deixou escapar que pensa em ser candidato a deputado nas eleições de 2026
22/08/2025 15h54 Atualizada há 10 meses
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Foto/ZEDOPOVO.com.br

O ex-prefeito de Gravatá, Joaquim Neto, participou nesta sexta-feira (22) de uma entrevista ao radialista Zé do Povo, na Rádio Nova FM, onde não poupou palavras ao falar sobre o cenário político em Gravatá e no Estado. Entre os destaques, Joaquim descartou qualquer possibilidade de aliança com o prefeito Padre Joselito e justificou sua posição.

“Na política eu tenho o direito de dizer com quem não quero me juntar. Não vale a pena estar ao lado de pessoas que não compartilham dos meus pensamentos”, afirmou, ao ser questionado sobre rumores de aproximação com a gestão municipal.

Durante a entrevista, Joaquim também criticou o deputado estadual Waldemar Borges, acusando-o de utilizar Gravatá apenas como plataforma eleitoral:
“A linha dele é outra. Ele se elegeu a vida toda comprando votos, inclusive com dinheiro da saúde de Gravatá. Foi um presente de grego que ele deu para a cidade”, disparou.

O ex-prefeito ainda mencionou uma reunião que, segundo ele, teria sido patrocinada, envolvendo um deputado, um advogado, um radialista e dono de rádio. Sem citar nomes, chamou o deputado de “cachaceiro”. Para Joaquim, esse movimento teria como objetivo enfraquecer a oposição na cidade. Ele também afirmou que o boato envolvendo seu nome teria partido da Rádio Gravatá FM.

Outro momento marcante da entrevista foi o recado direto a Léo do Ar, que, segundo Joaquim, estaria espalhando pela cidade que teria seu apoio:
“Léo, cuidado. O homem sabido demais termina virando besta. A mentira só vale enquanto a verdade não chega. A mentira acabou, entendeu?”, declarou.

No cenário estadual, Joaquim Neto comentou a postura da governadora Raquel Lyra diante da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ele destacou que a chefe do Executivo herdou um estado “destruído” e que precisa de tempo e de um novo mandato para consolidar os projetos iniciados.

Entretanto, avaliou como preocupante o clima de tensão entre a Alepe e o governo:
“Briga e confusão ninguém ganha. A paz e a harmonia entre os poderes é a coisa mais importante”, alertou.

A entrevista, marcada por críticas contundentes e declarações diretas, movimentou os bastidores políticos de Gravatá e reforçou o tom de independência de Joaquim Neto diante das especulações sobre alianças para as próximas eleições.

Joaquim também deixou escapar que pensa em ser candidato a deputado nas eleições de 2026:
“Essa semana surgiu um assunto novo que me fez refletir, e a possibilidade existe”, revelou.

Quando questionado se a governadora Raquel Lyra estaria apoiando o prefeito Padre Joselito, Joaquim respondeu:
“Ela é governadora de todos os pernambucanos, inclusive de Gravatá. Ganhou nos dois turnos e o relacionamento é constitucional”.

O radialista Zé do Povo ainda perguntou se, em algum momento, a governadora já teria tratado do assunto com ele. Joaquim foi direto:
“Não tratei de política local com ela. E sei que ela saberá distinguir.”