RISCO A SAÚDE
Ação da UVP em Gravatá coloca em risco a saúde da população, e Ministério Público intervém, técnico não possuía habilitação legal para os procedimentos oferecidos.
Vigilância Sanitária e Guarda Municipal agiram rapidamente para impedir risco à saúde da população; nota oficial expõe irregularidades e aponta envolvimento de dois vereadores
27/08/2025 19h56 Atualizada há 10 meses
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Foto/ZEDOPOVO.com.br

Uma fiscalização determinada pelo Ministério Público em Gravatá resultou na suspensão imediata de atendimentos oftalmológicos e venda de óculos que seriam realizados em um instituto na cidade, nos dias 26 e 27 de agosto. A ação contou com a participação da Vigilância Sanitária Municipal e da Guarda Municipal, após denúncias de irregularidades que colocavam em risco a saúde da população.

De acordo com a nota oficial divulgada pela Prefeitura, durante a inspeção foi constatado que:

 

O responsável técnico não possuía habilitação legal para os procedimentos oferecidos;

Não havia comprovação da origem dos óculos que seriam comercializados;

A equipe de fiscalização foi impedida inicialmente de atuar, sendo necessário acionar a Guarda Municipal para garantir o cumprimento da determinação.

Diante das irregularidades, a atividade foi suspensa imediatamente. A Prefeitura destacou que o objetivo da fiscalização não é impedir serviços, mas assegurar que sejam realizados de forma legal, segura e com qualidade.

O caso segue agora para análise nas esferas sanitária e pelo Ministério Público, que também irá apurar o suposto envolvimento dos vereadores Léo do Ar e Aldo Lá Massa na ação. Ambos recentemente votaram contra a indicação de compra de um equipamento de ultrassonografia para a saúde pública de Gravatá. Até o momento, nenhum dos parlamentares se manifestou publicamente sobre a gravidade das denúncias apresentadas.

A suspensão foi considerada necessária para proteger a saúde dos gravataenses, evitando que a população fosse submetida a atendimentos sem segurança ou garantias técnicas, além da compra de óculos de origem duvidosa.

Um fato, chama a atenção que, toda vez que se aproximam as eleições, iniciativas semelhantes reaparecem em busca de vantagem política. O vereador Léo do Ar já foi investigado em episódio anterior no CDG, onde também houve denúncia sobre ação irregular de atendimentos e comercialização de óculos na ocasião, ele conseguiu se evadir do local antes da intervenção das autoridades.