Uma fiscalização determinada pelo Ministério Público em Gravatá resultou na suspensão imediata de atendimentos oftalmológicos e venda de óculos que seriam realizados em um instituto na cidade, nos dias 26 e 27 de agosto. A ação contou com a participação da Vigilância Sanitária Municipal e da Guarda Municipal, após denúncias de irregularidades que colocavam em risco a saúde da população.
De acordo com a nota oficial divulgada pela Prefeitura, durante a inspeção foi constatado que:
O responsável técnico não possuía habilitação legal para os procedimentos oferecidos;
Não havia comprovação da origem dos óculos que seriam comercializados;
A equipe de fiscalização foi impedida inicialmente de atuar, sendo necessário acionar a Guarda Municipal para garantir o cumprimento da determinação.
Diante das irregularidades, a atividade foi suspensa imediatamente. A Prefeitura destacou que o objetivo da fiscalização não é impedir serviços, mas assegurar que sejam realizados de forma legal, segura e com qualidade.
O caso segue agora para análise nas esferas sanitária e pelo Ministério Público, que também irá apurar o suposto envolvimento dos vereadores Léo do Ar e Aldo Lá Massa na ação. Ambos recentemente votaram contra a indicação de compra de um equipamento de ultrassonografia para a saúde pública de Gravatá. Até o momento, nenhum dos parlamentares se manifestou publicamente sobre a gravidade das denúncias apresentadas.
A suspensão foi considerada necessária para proteger a saúde dos gravataenses, evitando que a população fosse submetida a atendimentos sem segurança ou garantias técnicas, além da compra de óculos de origem duvidosa.
Um fato, chama a atenção que, toda vez que se aproximam as eleições, iniciativas semelhantes reaparecem em busca de vantagem política. O vereador Léo do Ar já foi investigado em episódio anterior no CDG, onde também houve denúncia sobre ação irregular de atendimentos e comercialização de óculos na ocasião, ele conseguiu se evadir do local antes da intervenção das autoridades.