Na política não dá pra vacilar. O maior erro do prefeito Padre Joselito foi não ter eleito um presidente da Câmara de sua confiança. O resultado disso? Hoje quem manda no pedaço é Léo do Ar, que tange os vereadores feito gado, levando cada um para onde ele bem quer.
Na reunião realizada hoje na Câmara, que discutia a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), em vez de um debate sério sobre o futuro de Gravatá, o que se viu foi um espetáculo deprimente: gritaria, ataques pessoais, vereador chamando secretário de incompetente e até desrespeito a servidor por questões da vida pessoal. Nada de propostas, nada de construção. Apenas baixaria e teatro barato.
E olha que a sessão estava mais interessante do que o próprio julgamento de Bolsonaro em Brasília. Isso porque, mesmo sendo uma Câmara tão limitada, o nível de encenação consegue superar qualquer novela da Globo, imagine, então, uma disputa judicial em nível nacional.
O pior é que esses mesmos vereadores, sem capacidade técnica nenhuma, muitos que mal conseguem ler uma frase sem tropeçar, estão sendo relatores de pautas importantíssimas. Pra se ter ideia, o relator da LDO é quem elabora o parecer que orienta a criação do projeto, analisa emendas e dá a palavra final antes da votação. Ou seja, é ele quem define o rumo do orçamento do próximo ano. Imagina isso na mão de quem não tem preparo nenhum…
No fim das contas, a população foi a maior prejudicada mais uma vez. Por birra e interesse próprio, os vereadores reduziram de 40% para apenas 2% a margem de remanejamento do orçamento da prefeitura. Isso engessa a gestão e trava obras e serviços que o povo precisa.
Outra curiosidade durante a sessão, enquanto aliados eram atacados, vereadores da base governista não apenas assistiram inertes, como também se calaram. Covardia, medo de perder regalias ou pura falta de informação? Só eles sabem.
Uma coisa é certa na política: não importa quem seja o prefeito, Régis da Compesa é o único vereador que mantém sua coerência. Independentemente das cores partidárias, ele defende suas posições, doa a quem doer, goste quem gostar. Sempre foi leal a todos os gestores que passaram, e pode-se dizer que Joselito perdeu a oportunidade de mantê-lo na presidência quando Régis foi eleito. E, para surpresa de muitos, Adeildo do Abacaxi se juntou a Régis nesse coro, defendendo o que acreditava, enfrentando seus pares e ficando ao lado do povo.
Léo do Ar encontrou a fórmula para não ter mais oposição na Câmara. Como diz o ditado, mudam-se as éguas, mas as cangalhas continuam as mesmas. Hoje, não existe mais debate verdadeiro no plenário. Léo não tem mais oposição, conseguiu calar a todos e o que prevalece é apenas o desejo de atrapalhar a gestão municipal, custe o que custar.
Guardadas as proporções, é o que fez Raquel Lyra ao não indicar o presidente da ALEPE: hoje colhe os frutos da revolta de Álvaro Porto. Em Gravatá, quando ninguém confiava, Joselito estendeu a mão para Léo e agora paga o preço de validar traidores.
No fim, nem situação, nem oposição honraram a cidade. A Câmara preferiu a politicagem ao invés de colocar o povo em primeiro lugar.