Na política, como na vida, há um ditado que nunca sai de moda: “não se coloca raposa pra tomar conta de galinheiro.” Pois é… parece que Eduardo da Fonte, o famoso Dudu, tem levado o ditado a sério, mas do jeito dele.
Conhecido pelas articulações afiadas e pelos bastidores sempre movimentados, Dudu reapareceu com força total. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, soltou o verbo:
“A União Progressista tem tamanho, inclusive, para apresentar um candidato a governador do estado de Pernambuco. Mas nós vamos discutir isso internamente com muita responsabilidade. Eu não tenho dúvida de que, para onde a União Progressista for, com certeza nós iremos estar encaminhando para o estado de Pernambuco o próximo governador.”
Traduzindo pro bom pernambuquês: Eduardo da Fonte quer mostrar que, no jogo político, ele é quem distribui as cartas.
O curioso é que o deputado já tem “meia banda” do governo estadual embaixo do braço. Indicações, aliados, cargos e simpatizantes. Mesmo assim, parece que o banquete ainda não tá completo. Dudu quer mais. Quer a cozinha, o fogão e o tempero!
Enquanto isso, Raquel Lyra observa de camarote (ou de canto de olho). A governadora se vê numa verdadeira encruzilhada: se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come.
No fundo, a grande pergunta que fica é: o que quer Dudu da Fonte?
Porque poder ele já tem, prestígio também. Mas parece que, pra ele, o jogo político só termina quando a raposa vira dona do galinheiro.
Tem coisa nova vindo por aí! Afago Misterioso de Dudu e Humberto.
Mas vamos combinar: esse afago entre Eduardo da Fonte e Humberto Costa tem mais coisa por trás do que um simples aperto de mão. Ninguém se abraça de graça na política, ainda mais dois experientes como esses. A semente que estão plantando parece ter um plano bem regado e não é só de amizade que estamos falando.
Qual é o plano, afinal?
Será que Dudu quer usar o prestígio de Humberto pra abrir caminho rumo ao Palácio do Campo das Princesas? Ou será que Humberto viu em Dudu a ponte que faltava pra retomar o poder do PT no coração de Pernambuco?
Um tem faro, o outro tem estrutura.
Um quer chegar, o outro quer continuar.
E quando dois bichos políticos desse tamanho resolvem dividir o mesmo ninho, pode apostar: vem algo grande por aí, e não é coincidência, é estratégia.
Enquanto o povo observa, Dudu e Humberto vão regando essa plantinha de aliança...
Resta saber se ela vai florescer ou se vai dar espinho.
Política em Pernambuco nunca foi tão divertida ou perigosa.