Prefeitos de diversos municípios pernambucanos participaram de uma assembleia virtual para debater os altos valores dos cachês artísticos pagos com recursos públicos, especialmente durante períodos festivos no estado. A discussão foi provocada pela crescente preocupação com contratos milionários que impactam diretamente os cofres municipais.
Segundo o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), Marcelo Gouveia, o encontro teve como objetivo inicial abrir o diálogo entre os gestores e buscar caminhos responsáveis para enfrentar o problema. Ele destacou que a entidade pretende realizar uma ampla escuta com os prefeitos que não puderam participar da assembleia, garantindo que todos contribuam para a construção de uma solução coletiva.
A ideia da AMUPE, de acordo com Marcelo Gouveia, é encontrar uma fórmula que permita reduzir os valores dos cachês artísticos ou, ao menos, evitar novos aumentos, preservando o equilíbrio fiscal dos municípios e o uso responsável do dinheiro público. Para o presidente, o movimento é necessário diante do atual cenário econômico e das crescentes demandas da população por investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Marcelo Gouveia também citou o exemplo do estado da Bahia, onde prefeitos se uniram em torno da mesma causa, buscando critérios mais justos e sustentáveis para a contratação de atrações artísticas com recursos públicos. A experiência baiana é vista como referência e pode inspirar medidas semelhantes em Pernambuco.
A AMUPE seguirá conduzindo o debate nos próximos dias, reforçando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a valorização da gestão pública eficiente em todo o estado.
Entre os gestores que participaram do encontro esteve o prefeito de Gravatá, Padre Joselito, reforçando a importância do debate e o compromisso com a responsabilidade no uso do dinheiro público.