Diante das críticas da população sobre a estrutura do São João de Gravatá deste ano, o vereador Rafael Prequé apresentou um projeto de lei que proíbe a instalação de camarotes, áreas VIP, front stage ou qualquer outro espaço reservado em frente ao palco em eventos públicos ou privados que recebam apoio da Prefeitura, seja por meio de recursos financeiros, patrocínio ou infraestrutura.
Segundo o vereador, a medida visa preservar o espaço popular, garantindo que a população tenha acesso digno aos shows e apresentações que fazem parte da tradição cultural da cidade.
“Povo de Gravatá, quero falar com vocês de uma forma bem direta. Camarotes nas laterais sempre existiram nos eventos, mas eu sou totalmente contra essas áreas VIP, front stage ou qualquer espaço reservado que fique na frente do palco, tirando o espaço da população”, afirmou Rafael.
Apesar de não poder interferir na organização do São João deste ano, o vereador acredita que é possível pensar no futuro e garantir que esse tipo de situação não volte a acontecer.
“Estou dando entrada hoje nesse projeto de lei justamente para garantir o direito do povo. A quadra é do povo e os artistas precisam se apresentar com dignidade, respeito e conforto para todos. Agora é hora de articular, conversar com os vereadores e lutar para que essa proposta vire lei”, concluiu.
A proposta deverá ser analisada pelas comissões da Câmara Municipal e, se aprovada, servirá como um marco importante no debate sobre o uso do espaço público em eventos culturais e festivos na cidade.
“Camorotes nas laterais sempre existiram nos eventos, mas eu sou totalmente contra essas áreas VIP, front stage ou qualquer espaço reservado que fique na frente do palco, tirando o espaço da população. Agora não adianta só reclamar, é preciso agir. Estou dando entrada hoje nesse projeto para garantir o direito do povo. A quadra é do povo”, declarou.
Análise: O outro lado da proposta
Embora a proposta busque democratizar o acesso aos shows, o projeto não traz detalhes sobre como compensar a ausência de investimentos privados, já que muitas dessas áreas VIP são justamente financiadas por patrocinadores e empresas que buscam retorno comercial em troca de visibilidade e exclusividade.
A retirada dessas áreas pode afastar patrocinadores, reduzir o investimento privado e dificultar a contratação de grandes atrações, impactando diretamente no tamanho do público, na movimentação turística e na arrecadação para o comércio local. Isso levanta um ponto sensível: como equilibrar o acesso democrático ao evento com a necessidade de financiamento para sua realização?
O debate está lançado: o que pesa mais, o acesso popular ou o investimento que viabiliza o evento? A decisão, agora, está nas mãos dos vereadores e da sociedade gravataense.