Giro por Pernambuco
Recém-casado, João Campos pode perder o União Brasil na disputa de 2026.
Nos bastidores da corrida por 2026, cresce a possibilidade de João Campos perder o União Brasil, a vaga de vice de Raquel Lyra vira peça estratégica no tabuleiro e a definição da vice na chapa socialista já movimenta nomes e articulações.
21/02/2026 19h57 Atualizada há 4 meses
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Foto/ZEDOPOVO.com.br

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), recém-casado e em momento pessoal de celebração, pode não ter muito tempo para descanso quando o assunto é política. Nos bastidores, o jogo para 2026 já começou e um dos movimentos que mais chama atenção é a possibilidade de ele perder o apoio do União Brasil, partido estratégico na formação de uma chapa competitiva ao Governo de Pernambuco.

O motivo principal está na movimentação da governadora Raquel Lyra (PSD). Ela confirmou que mantém conversas com o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que é uma das principais lideranças do União Brasil em Pernambuco.

Miguel já declarou que sua pré-candidatura ao Senado em 2026 é “irreversível”. Caso ele feche aliança com Raquel, o União Brasil tende a caminhar junto na chapa majoritária estadual o que enfraqueceria o campo político de João Campos.

O União Brasil não é um partido pequeno. Ele possui um grupo expressivo no estado, com dezenas de prefeitos, deputados estaduais e federais. Além disso, mantém federação com o Progressistas (PP), ampliando ainda mais seu peso político.

Se essa estrutura caminhar oficialmente com Raquel Lyra, o prefeito do Recife pode ter dificuldade para ampliar sua base fora da Frente Popular. E em eleição majoritária, apoio partidário e tempo de televisão fazem diferença.

Se o União Brasil optar por integrar a base da governadora, João Campos pode perder um aliado importante antes mesmo da campanha começar oficialmente.

A vaga de vice na chapa de Raquel Lyra passa a ser cobiçada e, nesse jogo político, pode se transformar em um verdadeiro trunfo.

Em entrevista recente, Raquel fez questão de elogiar sua amiga e vice-governadora. Mas, na hora de confirmar a permanência dela na chapa, hesitou, como se estivesse enviando um recado para um endereço certo.

Raquel também destacou publicamente a parceria com Priscila Krause, porém deixou claro que a definição oficial da chapa só acontecerá durante as convenções, entre julho e agosto de 2026. Ou seja: nada está fechado. As portas seguem abertas para negociações.

Nos bastidores, cresce a pergunta: a vaga de vice pode virar moeda de troca? É improvável? Talvez. Mas quem conhece o jogo político sabe que, em nome de um projeto maior, até aliados históricos podem ser colocados em segundo plano.

O cenário ainda não está fechado, mas os movimentos indicam que 2026 pode ser uma disputa direta entre Raquel Lyra, que tentará a reeleição, e João Campos, apontado como possível candidato da oposição.

Falando em vice na chapa majoritária, uma fonte em reserva assegurou que uma decisão já estaria tomada nos bastidores: João Campos quer uma mulher como vice em sua chapa para 2026.

A avaliação interna é estratégica. Primeiro, porque sua principal adversária é a governadora Raquel Lyra. Segundo, porque disputar o Governo sem uma mulher ao seu lado poderia não soar bem junto ao eleitorado feminino. Com isso, cresce a pressão dentro do PSB e também entre partidos da base aliada para que a chapa tenha representatividade feminina.

Nesse cenário, começam a surgir nomes.

Uma possibilidade seria uma composição PSB/PT, com indicação articulada pelo senador Humberto Costa, que poderia, inclusive, compor a majoritária como candidato ao Senado na chapa de João.

Mas o rumor mais forte nos bastidores aponta para outro caminho: a deputada federal Iza Arruda, filha do prefeito da Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto Arruda. Hoje, segundo aliados, ela levaria vantagem na disputa interna.

Nada oficial. Tudo ainda no campo das articulações. Mas uma coisa é certa: a vice de João Campos será uma mulher e essa escolha pode pesar diretamente no rumo da eleição.