NOVA PESQUISA
João Campos abre vantagem, mas disputa pelo Governo de Pernambuco está longe de estar decidida.
Pesquisa mostra liderança do prefeito do Recife, mas aprovação alta de Raquel Lyra e números de rejeição indicam que o jogo político ainda pode virar até outubro.
26/02/2026 13h56 Atualizada há 4 meses
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Foto/ZEDOPOVO.com.br

A primeira pesquisa da DataTrends sobre a corrida pelo Governo de Pernambuco em 2026 trouxe um retrato claro do momento: o prefeito do Recife, João Campos, aparece na frente com 48% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.

A atual governadora, Raquel Lyra, vem em segundo lugar com 35%. Mais atrás aparecem Eduardo Moura com 5%, Alfredo Gomes e Ivan Moraes com 1% cada. Brancos e nulos somam 8% e 2% disseram que ainda não sabem em quem votar.

No cenário de segundo turno, João Campos teria 51% contra 40% de Raquel Lyra.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 23 e 24 de fevereiro, com margem de erro de 2,83 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O que esses números dizem de verdade?

Apesar da vantagem de João Campos, a eleição está longe de estar resolvida. Um dado chama atenção: Raquel Lyra tem 60% de aprovação do seu governo. Ou seja, muita gente aprova a gestão dela, mas isso ainda não se transformou totalmente em intenção de voto.

Na política, isso é comum. Às vezes o eleitor aprova o governo, mas quer mudança. Ou ainda não decidiu. Ou pode mudar de ideia até a eleição.

Outro ponto importante é a rejeição — que é quando o eleitor diz que não votaria de jeito nenhum no candidato. João Campos aparece com 36% de rejeição, enquanto Raquel Lyra tem 40%. Em uma disputa apertada, quem tem menor rejeição costuma ter mais espaço para crescer.

E o que pode mudar até 2026? Muita coisa.

Eleição estadual não se ganha só na capital. O interior pesa e pesa muito. Alianças políticas, apoio de prefeitos, desempenho da economia, obras entregues e até o cenário nacional podem mexer bastante nesse quadro.

Se a eleição fosse hoje, João Campos largaria como favorito. Mas ainda tem chão pela frente.

A verdade é uma só: Pernambuco caminha para uma disputa forte, estratégica e que deve esquentar ainda mais nos próximos meses. O eleitor ainda vai ouvir muito debate antes de bater o martelo.