O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (26) que determinou ao Ministério das Relações Exteriores que arque com os custos do traslado do corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, morta na Indonésia. A jovem caiu de uma altura de aproximadamente 300 metros durante uma trilha no Monte Rinjani, um dos vulcões mais altos do país asiático, localizado na ilha de Lombok.
Juliana estava em viagem pela Ásia desde fevereiro e fazia trilhas turísticas quando sofreu o acidente fatal. Seu corpo foi localizado após quatro dias de buscas por equipes locais.
Em pronunciamento oficial, Lula informou que conversou por telefone com Manoel Marins, pai da jovem, e garantiu que o governo prestará apoio completo à família no processo de repatriação do corpo.
Conversei com o pai da Juliana e disse que o Estado brasileiro não pode se esconder atrás da frieza de uma norma que desumaniza. Já determinei ao Itamaraty que providencie o traslado com recursos do governo federal, afirmou o presidente.O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e causou comoção nacional.

Inicialmente, o Ministério das Relações Exteriores declarou que, com base no Decreto nº 9.199/2017, em vigor desde o governo Michel Temer, o governo não poderia custear o traslado por restrições legais. A explicação gerou indignação e cobrança popular por uma postura mais sensível e humanitária.
Diante da pressão, Lula decidiu abrir uma exceção à norma, sem revogá-la oficialmente, e autorizou que a União assuma os custos do traslado. A expectativa agora é que a decisão provoque uma reavaliação do decreto, abrindo caminho para que situações de tragédia e emergência possam ser amparadas pelo Estado brasileiro no futuro.
A medida será formalizada nos próximos dias, por meio de publicação no Diário Oficial da União.
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