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Guerra institucional em Pernambuco: Álvaro Porto rebate Raquel Lyra e cobra gestão mais eficiente

As críticas de Porto surgem no contexto da tramitação de dois novos pedidos de empréstimo um de R$ 1,5 bilhão e outro de R$ 1,7 bilhão que ainda aguardam análise nas comissões da Alepe.

09/07/2025 04h04
Por: Zé do Povo
Foto/ZEDOPOVO.com.br
Foto/ZEDOPOVO.com.br

A relação entre os poderes Executivo e Legislativo em Pernambuco atravessa mais um momento de forte tensão. Em resposta a recentes declarações da governadora Raquel Lyra (PSDB), que atribuiu à Assembleia Legislativa (Alepe) a responsabilidade pela lentidão em obras e ações do governo estadual, o presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), publicou um contundente vídeo em suas redes sociais desafiando o Palácio do Campo das Princesas a apresentar provas concretas de que a ineficiência da máquina pública decorre de entraves no Legislativo.

No vídeo, Porto afirma que a Assembleia tem feito sua parte ao aprovar projetos de interesse do Executivo e acusa a governadora de tentar terceirizar os problemas de sua gestão.

“A governadora precisa dizer qual obra deixou de ser feita por culpa da Alepe. Ela não vai conseguir responder, porque a verdade é que os recursos foram autorizados, mas não estão sendo executados por falhas da própria gestão”, disse o parlamentar.

Segundo documentos oficiais citados por Álvaro Porto, como o Ofício nº 116/2025 da Secretaria da Casa Civil, o Legislativo já autorizou o governo a contratar empréstimos no total de R$ 9,2 bilhões entre 2023 e 2024. No entanto, desse montante, apenas R$ 3,5 bilhões foram efetivamente contratados e apenas R$ 1,4 bilhão teria sido liberado até o momento.

As críticas de Porto surgem no contexto da tramitação de dois novos pedidos de empréstimo um de R$ 1,5 bilhão e outro de R$ 1,7 bilhão que ainda aguardam análise nas comissões da Alepe. O presidente da Assembleia afirma que a demora ocorre por falta de informações detalhadas por parte do Executivo, e não por má vontade da Casa.

Em nota divulgada anteriormente, a governadora Raquel Lyra tem defendido os novos créditos como essenciais para acelerar investimentos em infraestrutura, saúde e mobilidade, especialmente no interior do Estado. A equipe da governadora também tem apontado dificuldades burocráticas no processo de contratação dos empréstimos já autorizados, em especial junto às instituições financeiras.

Impasse político pode afetar obras e serviços

Analistas políticos alertam que o embate entre o Legislativo e o Executivo pode impactar diretamente a população pernambucana. Em especial, projetos de infraestrutura e programas sociais podem ser retardados caso o clima de animosidade impeça o andamento das pautas prioritárias.

Enquanto isso, municípios cobram mais agilidade do Estado para execução de obras, sobretudo nas áreas de saúde, saneamento e segurança. Prefeitos ouvidos pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) reforçam que as promessas feitas nos planos estaduais ainda não chegaram com força às regiões mais vulneráveis.

A disputa política também tem reflexos nas redes sociais, onde a base aliada da governadora acusa a Alepe de agir com viés eleitoral e travar projetos por motivações políticas. Já a oposição ao governo estadual tem reforçado o discurso de que falta planejamento e competência técnica ao núcleo duro do Palácio.

O fato é que, às vésperas de um ano pré-eleitoral, o embate entre poderes tende a se intensificar e a sociedade, mais uma vez, pode acabar como a maior prejudicada.

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