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MEIO AMBIENTE

Deputados com bases em Gravatá promovem retrocesso ambiental ao votar a favor do “PL da Devastação”

André Ferreira (PL), Eduardo da Fonte (PP) e Waldemar Oliveira (Avante), com expressivas votações em Gravatá, figuram entre os pernambucanos que apoiaram o projeto criticado como o maior retrocesso em 40 anos no licenciamento ambiental.

18/07/2025 03h39Atualizado há 12 meses
Por: Zé do Povo
Foto/ZEDOPOVO.com.br
Foto/ZEDOPOVO.com.br

Enquanto o Brasil dormia, André Ferreira (PL), Eduardo da Fonte (PP) e Waldemar Oliveira (Avante) votaram a favor do desmonte do licenciamento ambiental. Por outro lado, Lucas Ramos (PSB), Maria Arraes (Solidariedade) e Túlio Gadêlha (Rede), também com atuação em Gravatá, disseram não ao retrocesso.

Na madrugada do dia 17 de julho de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou, de forma acelerada e sem amplo debate, o Projeto de Lei 2.159/2021, conhecido por ambientalistas, juristas e entidades civis como o “PL da Devastação”.

A votação ocorreu às 1h53, com muitos parlamentares votando à distância e um plenário esvaziado. O projeto fragiliza profundamente as regras de licenciamento ambiental no Brasil, criando mecanismos como o autolicenciamento e o licenciamento especial, o que, na prática, abre caminho para empreendimentos com alto impacto ambiental sem avaliação técnica rigorosa.

Três deputados federais pernambucanos que obtiveram expressiva votação em Gravatá optaram por apoiar o texto-base da proposta, votando a favor do PL: André Ferreira (PL), Eduardo da Fonte (PP) e Waldemar Oliveira (Avante), com expressivas votações em Gravatá, figuram entre os pernambucanos que apoiaram o projeto criticado como o maior retrocesso em 40 anos no licenciamento ambiental.

O texto cria a figura do licenciamento ambiental especial (LAE), permitindo que empresas iniciem grandes empreendimentos, como mineração com autorregulação. Isso enfraquece a fiscalização pelo Ibama e órgãos estaduais. O Greenpeace classificou a aprovação como “o maior retrocesso ambiental nos últimos 40 anos”, com redução drástica de transparência, consulta pública e participação social.

Especialistas alertam que são advertências claras sobre a volta de desastres como os de Mariana e Brumadinho, já que o projeto facilita licenciamento sem estudos de impacto adequados.

A votação ocorreu justamente no Dia Nacional das Florestas, véspera da COP30, levantando críticas por mostrar desprezo oficial pelo tema ambiental. A repercussão negativa prejudica a imagem do Brasil em compromissos climáticos internacionais.

O voto “sim” dado por André Ferreira, Eduardo da Fonte e Waldemar Oliveira, que contam com apoio expressivo em Gravatá, representa um claro desserviço ao Brasil. Ao destroçar o licenciamento ambiental, eles deixam cidades e comunidades expostas, o meio ambiente vulnerável e fragilizam a credibilidade institucional do País.

A espernça agora está mais uma vez no Presidente Lula que agora tem o poder de sancionar ou vetar como também a mobilização civil para evitar mais um retrocesso ambiental no Brasil.

Outros parlamentares que votaram a favor e contra o Brasil

  • Augusto Coutinho (Republicanos)

  • Clarissa Tércio (PP)

  • Coronel Meira (PL)

  • Fernando Rodolfo (PL)

  • Guilherme Uchoa Júnior (PSB)

  • Mendonça Filho (União Brasil)

  • Ossesio Silva (Republicanos)

  • Pastor Eurico (PL)

Sete deputados pernambucanos “sumiram” na hora da votação: ausência que grita e desrespeita o meio ambiente

A sessão, realizada às 1h53 da madrugada do dia 17 de julho, aprovou o projeto que enfraquece drasticamente o licenciamento ambiental. E, no momento em que o país precisava de responsabilidade e coragem, esses parlamentares optaram pela omissão.

Ausentes na votação:

  • Pedro Campos (PSB)

  • Felipe Carreras (PSB)

  • Iza Arruda (MDB)

  • Lula da Fonte (PP)

  • Luciano Bivar (União Brasil)

  • Fernando Bezerra Coelho Filho (União Brasil)

  • Fernando Monteiro (Republicanos)

A ausência desses nomes evidencia falta de zelo com a pauta ambiental, além de desprezo pelo compromisso que assumiram com seus eleitores. Em um tema tão grave, não se posicionar é, na prática, contribuir com a destruição ambiental. É como lavar as mãos diante do desmonte de um dos pilares da proteção ambiental no Brasil.

Com a proximidade da COP30, e num momento em que o mundo volta os olhos para o Brasil como potência ambiental, a omissão desses deputados envergonha Pernambuco e expõe quem está ou não comprometido com a sustentabilidade, a democracia e o interesse público.

Votos pela vida: três deputados com base em Gravatá se posicionam em defesa do meio ambiente e do futuro do Brasil.

Em meio a uma votação marcada pelo retrocesso, pelo plenário esvaziado e pela pressa de aprovar um projeto que desmonta décadas de proteção ambiental, três parlamentares com forte atuação e votação em Gravatá se destacaram pela postura firme e responsável. Eles votaram contra o PL 2.159/2021, o chamado “PL da Devastação”, e mostraram que ainda existe esperança e compromisso com o futuro do país.

 

 Uma escolha que vai além da política! Deputados que disseram NÃO ao retrocesso:

Lucas Ramos, Maria Arraes e Túlio Gadelha

Enquanto parte da bancada pernambucana escolheu o caminho da omissão ou do conluio com interesses econômicos predatórios, Lucas Ramos, Maria Arraes e Túlio Gadêlha optaram por estar ao lado do Brasil real, aquele que sofre com a falta d’água, com os desastres ambientais e com a ausência de políticas públicas sustentáveis.

Dizer “não” ao PL da Devastação foi mais que uma decisão partidária. Foi um ato de consciência com as próximas gerações, um compromisso com a ciência, com os princípios constitucionais e com os acordos climáticos internacionais. Esses parlamentares entenderam que defender o licenciamento ambiental é defender a vida, a justiça social, a prevenção de tragédias e o respeito ao povo brasileiro.

A votação final do PL da Devastação (PL 2.159/2021), ocorrido na madrugada de 17 de julho de 2025, teve o seguinte resultado:

  • A favor: 267 deputados

  • Contra: 116 deputados i

A aprovação foi marcada por um cenário excepcional: sessão em formato híbrido, muitos parlamentares votando remotamente e um plenário praticamente vazio. A votação começou por volta da 1h53 da manhã e se estendeu até aproximadamente 3h40, madrugada do Dia Nacional das Florestas, um momento simbólico que reforça a crítica ao projeto.

Nossa equipe está à disposição dos senhores e senhoras deputadas e deputados que desejem manifestar a justificativa para seus votos ou ausência. Essa matéria tem como objetivo destacar os deputados federais mais votados em Gravatá e conscientizar a população, por meio da informação, sobre quem realmente merece seu voto, sem viés partidário, apenas com base nos fatos.

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