Gravatá amanhece nesta quarta-feira (23) sob a sombra de uma eleição sindical envolta em polêmicas, denúncias e uma nebulosa falta de transparência. A disputa pela presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais virou um verdadeiro campo de batalha político, com direito a cassação de chapas, acusações de corrupção e movimentações suspeitas que colocam em xeque a lisura do processo. A eleição será realizada a partir das 8h da manhã, na Escola de Referência em Ensino Médio Devaldo Borges.
A eleição sindical está marcada por polêmicas envolvendo as candidaturas de Zé Mário, atual presidente do STR, e de sua então vice, Verônica de Joselma, que desta vez lançaria candidatura própria para disputar diretamente a presidência contra ele. Ambos registraram chapas separadas, mas acabaram cassados pela comissão eleitoral após denúncias internas que até o momento não foram totalmente esclarecidas ao público.
Apesar do impacto das decisões, nenhum dos dois recorreu judicialmente contra a cassação, o que pode ser interpretado como um reconhecimento de que as denúncias possuíam fundamentos legítimos. O episódio levantou sérias dúvidas sobre a condução do processo eleitoral, agravadas pelo silêncio da comissão organizadora e pela falta de transparência, já que a imprensa não teve acesso aos bastidores da apuração nem aos critérios técnicos que motivaram os impedimentos. Esse contexto aumentou ainda mais o clima de desconfiança entre os associados do STR de Gravatá.
A eleição será realizada a partir das 8h da manhã, na Escola Devaldo Borges. Mas a grande pergunta que ecoa entre os agricultores e lideranças é: Essa eleição é mesmo dos trabalhadores ou virou instrumento de poder nas mãos de grupos políticos?
Sem a chapa original, novos nomes entraram na disputa, mas com os mesmos velhos apoios.
Na Chapa 1, aparece agora Dona Socorro com Nilson de Zé Oinho, com apoio declarado da própria Verônica de Joelma, mesmo após ser afastada.
Transparência, ética e respeito com os agricultores não podem continuar sendo ignorados. O que está em jogo vai além de um cargo: é o futuro do trabalhador rural gravataense.
Na Chapa 2, Vera de Orlando assume a cabeça da chapa, tendo como vice Mikaele Veríssimo, apoiados por Zé Mário
A movimentação já é intensa na zona rural, com relatos de promessas, pressão e politicagem descarada. A disputa virou uma guerra por votos, onde os interesses dos trabalhadores parecem cada vez mais escanteados.
Para votar, é necessário apresentar a carteirinha de associado e um documento oficial com foto.
Data: 23 de julho de 2025 (quarta-feira)
Local: A Escola de Referência em Ensino Médio Devaldo Borges está localizada na Avenida Joaquim Didier, nº 153, no centro de Gravatá
Horário: Das 8h às 17h
Sensação
Vento
Umidade