Quem é de Gravatá, Caruaru ou de qualquer cidade do Agreste sabe bem a importância que o trem já teve e o quanto ele faz falta. Mas esse cenário pode mudar em breve. Pernambuco está se preparando para trazer o transporte ferroviário de volta, e agora com força total. A Sudene e a UFPE anunciaram uma parceria que vai dar início a dois grandes estudos, colocando o estado de novo nos trilhos do desenvolvimento.
O anúncio foi feito em Salgueiro, nesta quinta-feira (24), durante o seminário “Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco”. Mas quem mora no Agreste, especialmente em Gravatá, já pode começar a sonhar com a locomotiva cruzando a cidade, como nos velhos tempos.
O projeto prevê dois caminhos:
Um para cargas, conectando Petrolina a Salgueiro, passando pela produção agrícola do Vale do São Francisco.
E outro para passageiros, ligando Recife a Caruaru, com possibilidade de passar por Gravatá, o que animou a população e os comerciantes, quem faz turismo e quem precisa estudar e viajar na capital.
“A ferrovia é muito mais do que transporte. Ela representa desenvolvimento, mobilidade e oportunidade para o povo”, disse Danilo Cabral, superintendente da Sudene. Os estudos devem ficar prontos até o primeiro semestre de 2026.
Gravatá, conhecida por sua importância turística e localização estratégica na BR-232, pode ser um dos pontos-chave no retorno do trem de passageiros. O novo traçado em estudo pode aproveitar parte do antigo caminho ou seguir uma rota mais moderna, paralela à rodovia.
Para quem vive em Gravatá, essa notícia caiu como um presente. Com o retorno do trem, a cidade pode ganhar um novo impulso econômico, atrair mais turistas, e ainda facilitar a vida de quem trabalha no Recife ou em outras cidades do Agreste.
No Sertão, o foco será no transporte de cargas, especialmente a produção agrícola de Petrolina, que será escoada por ferrovia até Salgueiro, conectando com a Transnordestina e os portos de Suape (PE) e Pecém (CE).
Além disso, o trecho Custódia-Arcoverde deve ter sua licitação lançada ainda em 2025, com obras começando em 2026. O investimento total pode ultrapassar R$ 3,5 bilhões até 2029.
“Estamos diante de uma tempestade perfeita: vontade política, dinheiro garantido e demanda cada vez maior. O momento é agora”, afirmou o prefeito de Salgueiro, Fábio Lisandro.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, também destacou que a ferrovia não pode olhar só para o presente, mas precisa projetar um novo futuro para o estado. “Estamos falando de geração de empregos, integração regional e transformação social”, comentou.
Participaram do seminário representantes da Infra S.A., do setor produtivo, da sociedade civil e da academia, como a CDL de Salgueiro, o professor Guilherme Magalhães, e o deputado João Tenório.
Com essa força-tarefa entre Sudene, UFPE e o Governo Federal, Pernambuco reacende o sonho do trem. E com Gravatá, Caruaru, Salgueiro e tantas outras cidades envolvidas, o apito da locomotiva pode voltar a ecoar pelo interior trazendo progresso, dignidade e esperança para o povo.
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