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POLÍTICA

João Campos se arma e pode dar xeque-mate em Raquel Lyra nas eleições de 2026, ao se aproximar de Eduardo da Fonte

O prefeito do Recife mira isolar a governadora, que enfraquece a própria base ao trocar aliados por conveniência. Política, como a vida, também cobra traição com juros.

30/07/2025 05h57Atualizado há 11 meses
Por: Zé do Povo

A política pernambucana está pegando fogo nos bastidores, e a movimentação de João Campos (PSB) rumo a 2026 pode ser o golpe que faltava para deixar Raquel Lyra (PSD) praticamente fora do jogo.

O prefeito do Recife tem costurado nos bastidores uma aliança com ninguém menos que Eduardo da Fonte (PP), um dos nomes mais fortes no grupo político da governadora e com um perfil de gerar desconfiaça. E a jogada não é à toa: se Dudu da Fonte, como é mais conhecido, topar, João pode reunir a maior parte dos grandes partidos e abocanhar quase 75% do tempo de TV no horário eleitoral. Isso, na prática, isolaria Raquel e tornaria sua reeleição uma missão quase impossível.

Só que tem mais: Dudu, que hoje apoia Raquel, já foi visto mudando de lado outras vezes na véspera das eleições. Nada impede que ele repita o script, ainda mais se as pesquisas começarem a mostrar João Campos disparando. E sejamos francos: o histórico político do deputado é de se alinhar com quem tem mais chances de vencer puro pragmatismo. 

Dentro do governo estadual, Da Fonte tem influência pesada. Indicou o secretário de Turismo, comanda espaços importantes como o Ceasa, o Detran e o Lafepe. Seu partido, o PP, ainda é dono da segunda maior bancada na Assembleia Legislativa. Ou seja, não é pouca coisa. Se sair da base, Raquel perde muito mais do que um aliado: perde parte da máquina que sustenta seu governo.

Enquanto isso, Miguel Coelho (União Brasil), também da federação União Progressista, está do lado de João Campos e disputa uma das vagas ao Senado. No mesmo bolo, ainda estão Marília Arraes, Humberto Costa e Silvio Costa Filho. Ou seja: a disputa pelas duas vagas ao Senado vai ser um campo minado, e Dudu da Fonte não vai querer ficar do lado perdedor.

O erro de Raquel: trocar lealdade por conveniência

Raquel Lyra, que já decepcionou antigos aliados desde que assumiu o Palácio, pode estar colhendo os frutos de uma escolha perigosa: trocar companheiros leais por alianças de ocasião. Assim como na vida, na política quem trai e abandona acaba sendo traído. A relação fria e sem afeto com Dudu da Fonte mostra que, mesmo com ele dentro do governo, nunca houve confiança só conveniência.

Agora, se o deputado resolver virar o jogo, a queda de Raquel será mais rápida do que se imagina. João Campos, jovem mas com faro político aguçado, pode estar preparando um xeque-mate. E quando um governante começa a perder aliados de dentro pra fora.

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