Nesta terça‑feira (5 de agosto de 2025), deputados e senadores de oposição ocuparam as mesas diretoras dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em Brasília, prometendo permanecer nos locais até que os presidentes das duas Casas, Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado), agendem a votação de projetos considerados centrais para o grupo.
O ato ocorre em reação imediata à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou prisão domiciliar do ex‑presidente Jair Bolsonaro na noite da segunda‑feira (4 de agosto). Os parlamentares da oposição simbolicamente taparam as bocas com esparadrapo e selaram as mesas com cadeados, em protesto inédito.
aprovação imediata de anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023;
abertura de processo e aprovação do impeachment do ministro Alexandre de Moraes;
votação da PEC que extingue o foro privilegiado, transferindo julgamentos ao primeiro grau de jurisdição
No Senado, a ocupação foi pacífica. Senadores como Eduardo Girão (Novo‑CE), Magno Malta (PL‑ES), Damares Alves (Republicanos‑DF), Jorge Seif (PL‑SC), Izalci Lucas (PL‑DF) e Jaime Bagattoli (PL‑RO) sentaram-se na mesa da presidência .
Na Câmara, o clima foi mais tenso: o deputado Altineu Côrtes (PL‑RJ), vice‑presidente da Casa, sentou na cadeira de Hugo Motta e anunciou que pautará a anistia caso assuma interinamente a presidência durante a ausência do titular. Também houve empurrões e bate‑boca, especialmente com o líder do governo Lindbergh Farias e aliados.
A oposição acusa o ministro Moraes de liderar uma “escalada autoritária” ao decretar a prisão domiciliar de Bolsonaro e defende que o Senado tem obrigação moral de instaurar o impeachment.
Enquanto isso, o presidente da Câmara, Motta, minimizou a articulação política e declarou em pronunciamento: “decisão judicial se cumpre”.
A obstrução deve impedir tramitações e votações importantes nos plenários e comissões ao longo da semana. Sessões previstas, inclusive, nas comissões de Segurança e Relações Exteriores, foram suspensas.
A promessa da oposição é manter mobilização por tempo indeterminado, inclusive durante a madrugada, até obter resposta formal dos presidentes das Casas.
Sensação
Vento
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