Nos primeiros seis meses de 2025, o município de Gravatá registrou 187 casos de violência doméstica contra mulheres. Embora o número represente uma pequena redução em relação aos 200 casos registrados no mesmo período de 2024, a média ainda é alarmante: mais de 1 caso por dia.
Os estupros também apresentaram queda, passando de 17 registros em 2024 para 14 em 2025, uma redução de 17%. No entanto, o mês de janeiro foi o mais crítico do ano, com 6 estupros denunciados, quase metade do total semestral.
Apesar da redução, os números confirmam que a violência de gênero continua uma realidade preocupante no município, exigindo políticas de prevenção, acolhimento e educação em larga escala, com mais investimentos em serviços especializados e canais de denúncia acessíveis.
Violência doméstica: Foram registrados 44.796 casos até outubro de 2024, uma média de 149 por dia no estado.
Feminicídios: Em 2024, foram contabilizados 77 casos, atrás apenas de São Paulo.
Estupros: Pernambuco registrou uma queda de 34,6% nos estupros em dezembro de 2024, reflexo de ações articuladas no final do ano.
Apenas 12 municípios contam com casas-abrigo para mulheres vítimas de violência, o que deixa 93% das cidades sem estrutura adequada de acolhimento.
Embora Pernambuco tenha registrado quedas pontuais nos indicadores entre o fim de 2024 e início de 2025, os números absolutos continuam altos e a subnotificação ainda é uma realidade preocupante.
Feminicídios: O país contabilizou 1.450 casos em 2024, 12 a mais que no ano anterior.
Violência doméstica: Foram mais de 966 mil novos registros, com 1,3 milhão de casos ainda pendentes na Justiça.
Estupros: Houve 71.892 registros, média de 196 por dia.
As medidas protetivas cresceram 151% nos últimos quatro anos, com quase 852 mil concedidas em 2024.
Em 2025, 38% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência, o maior índice desde 2017.
O perfil das vítimas em todo o Brasil aponta:
63,6% eram mulheres negras;
70,5% tinham entre 18 e 44 anos;
Houve aumento de feminicídios entre adolescentes (12 a 17 anos) e mulheres com 60 anos ou mais.
“Esses números são doloridos, são vidas, histórias e silêncios interrompidos. Mas também são indícios de transformação: mais denúncias, mais medidas protetivas sendo concedidas, mais Justiça sendo buscada.
A Lei Maria da Penha completa 19 anos, e sua maior conquista foi quebrar o silêncio que antes encobria tanta violência. Ela levou o agressor a pagar um preço mais alto, deu voz às vítimas e colocou o Estado como agente de proteção.
Mas não podemos esquecer: ainda há muito a avançar. A subnotificação é real, os serviços de acolhimento ainda são insuficientes em muitos municípios, e o machismo estrutural segue impondo medo e silenciamento.
Hoje, mais do que lembrar, queremos convocar: quando uma mulher denuncia, uma rede inteira desperta. Quando uma medida protetiva é emitida, uma vida é salva. Quando a gente fala, alguém ouve e o ciclo da violência é interrompido.”
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (24h, sigiloso)
Ligue 190 – Polícia Militar (emergência)
Disque 100 – Denúncia de violações de direitos humanos
Denunciar é um ato de coragem e também de proteção para outras mulheres. A rede de apoio existe. E precisa estar visível, ativa e acessível.
Sensação
Vento
Umidade