O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, e o vice-prefeito, Zé Lopes, foram condenados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) por terem usado a máquina pública para se promover em ano eleitoral. A decisão foi unânime e os dois vão ter que pagar uma multa de R$ 45 mil cada.
A bronca foi porque, segundo o processo, eles mandaram colocar placas em obras públicas com mensagens que exaltavam suas gestões, o que é proibido pela Lei nº 9.504/97 durante o período eleitoral.
Mesmo sendo propaganda institucional, o conteúdo favorecia os dois politicamente, já que estavam se preparando para disputar a reeleição.
A Justiça entendeu que houve abuso de autoridade, pois os gestores estavam se autopromovendo com dinheiro público. Isso fere a igualdade entre os candidatos e acaba desequilibrando o jogo político.
A multa aplicada foi de 10 mil UFIRs, o que hoje dá cerca de R$ 45 mil. Se não pagarem no prazo, a dívida pode crescer com juros e correções.
Mas a situação pode piorar. O Ministério Público Eleitoral já pediu a cassação dos mandatos de Gilvandro e Zé Lopes. Se forem condenados de novo, os dois podem até ficar inelegíveis por 8 anos, com base na Lei da Ficha Limpa.
O processo foi movido pela Coligação Belo Jardim Para Todos, representada pelo advogado Mauro Jorge e outros colegas. Eles também atuam em outras ações contra a atual gestão.
Por enquanto, a decisão vale só como multa, mas serve de alerta: a Justiça Eleitoral está de olho no uso político da máquina pública, principalmente quando isso ameaça a lisura do processo democrático.
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