O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da 30ª Zona Eleitoral, instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para investigar novas denúncias contra o presidente da Câmara Municipal de Gravatá, Léo do Ar (PP), pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026. A investigação, formalizada em 7 de agosto e publicada no Diário Oficial do MPPE nesta quarta-feira (13), apura suspeitas de abuso de poder político, uso indevido de bem público e realização de pré-campanha irregular.
Segundo a portaria, Léo do Ar teria utilizado um camarote instalado no Pátio de Eventos durante o São João de Gravatá 2025 para receber correligionários e lideranças políticas. O espaço, batizado de “É Carga” em alusão ao bordão e trabalho do vereador, teria servido também para distribuição de brindes personalizados com o nome do camarote e a logomarca do parlamentar, configurando possível uso de espaço público para promoção pessoal.
Além disso, o presidente da Câmara concedeu entrevistas durante o período festivo, nas quais teria anunciado sua intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 2026.
O documento ressalta que, caso as irregularidades sejam comprovadas, Léo do Ar poderá sofrer penalidades como multa, cassação de mandato e inelegibilidade por até oito anos, conforme prevê a legislação eleitoral.
No mesmo período, dez vereadores, sob influência política de Léo do Ar, realizaram uma fiscalização no Pátio de Eventos para verificar a instalação de camarotes. No entanto, teriam ignorado o suposto abuso cometido pelo presidente da Câmara. Muitos deles, inclusive, aproveitaram o camarote “É Carga” para consumir bebidas e festejar com uma visão privilegiada dos shows, comportamento que não passou despercebido pelo Ministério Público.
O MP Eleitoral ressalta que essas condutas, ainda que praticadas antes do período oficial de campanha, podem violar a legislação e comprometer a igualdade entre candidatos, resultando em penalidades que vão de multa de até R$ 25 mil à cassação de mandato e inelegibilidade por até oito anos.
O promotor Ivan Viegas Renaux de Andrade determinou diligências como a solicitação de cópias de documentos sobre a organização e custeio do evento e a notificação do vereador para prestar esclarecimentos. Após as apurações, o caso seguirá para análise e eventuais medidas judiciais.
As diligências determinadas incluem a notificação do vereador para apresentar esclarecimentos e a requisição de documentos a órgãos públicos. As investigações estão em andamento.
Sensação
Vento
Umidade