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João Campos articula oposição e CPI contra Raquel Lyra ganha força na Alepe. Troca de partidos fortalece bloco oposicionista, que mira em 2026 e aposta na CPI da publicidade como palco político

O líder do PSB na Alepe, deputado Sileno Guedes, minimizou as mudanças. Para ele, a troca de legendas “é um movimento natural da política, especialmente em um período pré-eleitoral”, ressaltando que os parlamentares seguem no mesmo campo de oposição à governadora.

19/08/2025 11h09Atualizado há 10 meses
Por: Zé do Povo
Foto registro/ Antônio Albuquerque
Foto registro/ Antônio Albuquerque

A Assembleia Legislativa de Pernambuco instalou, nesta terça-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará contratos de publicidade da gestão Raquel Lyra (PSD). A definição da presidência recaiu sobre o deputado estadual Diogo Moraes, recém-filiado ao PSDB, enquanto a vice-presidência ficará com Antônio Coelho (União Brasil). Já a relatoria será conduzida por Waldemar Borges, que trocou o PSB pelo MDB.

Além deles, compõem a comissão os deputados Dani Portela (PSOL), Rodrigo Farias (PSB), João Paulo Lima (PT), Nino de Enoque (Republicanos), Antônio Moraes (PP) e Wanderson Florêncio (SD).

Nos bastidores, a movimentação partidária ocorrida nas últimas horas chama a atenção. Nomes de peso da oposição deixaram o PSB para ingressar em novas siglas, estratégia que garantiu maioria no colegiado e fortaleceu o bloco oposicionista. A manobra foi vista como um movimento articulado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), que mira a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.

O líder do PSB na Alepe, deputado Sileno Guedes, minimizou as mudanças. Para ele, a troca de legendas “é um movimento natural da política, especialmente em um período pré-eleitoral”, ressaltando que os parlamentares seguem no mesmo campo de oposição à governadora.

A oposição alega possuir indícios de irregularidades nos contratos de publicidade. O tema já havia sido alvo de decisão do TCE, que suspendeu licitações, mas a medida foi revertida posteriormente no TJPE e mantida de forma parcial no STF.

Entre governo e oposição, o que se desenha é um palco político antecipado. Enquanto a base governista – formada por PSD, União Brasil, Republicanos, PL, Cidadania e parte do PP – busca reagir, os opositores enxergam na CPI uma vitrine para desgastar Raquel Lyra e manter-se em evidência até 2026.

No fim das contas, o embate promete marcar o ritmo da política estadual, transformando a CPI em muito mais do que um instrumento de fiscalização: um verdadeiro ensaio eleitoral para o próximo pleito.

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