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DEPUTADO DEIXA O PSB

TROCA-TROCA: Waldemar Borges troca o PSB pelo MDB e assume liderança para enfrentar Raquel Lyra

Movimento faz parte de uma manobra da oposição na Alepe para garantir maioria na CPI da publicidade e enfraquecer a base do governo; governadora critica ação e aliados estudam recorrer à Justiça.

20/08/2025 08h27Atualizado há 10 meses
Por: Zé do Povo
Foto/Internet
Foto/Internet

Para salvar o mandato em 2026, Waldemar Borges topa tudo!

A política pernambucana ganhou novos contornos. O deputado estadual Waldemar Borges oficializou sua saída do PSB e se filiou ao MDB, assumindo imediatamente a liderança da legenda na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A movimentação, articulada nos bastidores, marca um novo capítulo no confronto direto entre o prefeito do Recife, João Campos, e a governadora Raquel Lyra (PSD).

O anúncio foi feito pelo presidente estadual do MDB, Raul Henry, durante reunião da Executiva estadual. Com a chegada de Borges, o partido ganha peso no tabuleiro político e passa a fortalecer o bloco de oposição, que agora controla a CPI da Publicidade, instalada para investigar gastos do governo estadual com comunicação.

O troca-troca envolvendo Waldemar Borges e sua ida para o MDB não foi um caso isolado. Outros deputados também abandonaram partidos governistas em busca de novas legendas: Diogo Moraes ingressou no PSDB e Júnior Matuto no PRD. Com essas mudanças, a oposição conquistou maioria na comissão, que conta com nove cadeiras, sendo agora cinco oposicionistas contra três governistas e um independente.

Essa maioria garantiu à oposição o comando da CPI: Diogo Moraes foi escolhido presidente, Waldemar Borges relator e Dani Portela (PSOL) vice-presidente. O movimento é considerado uma vitória estratégica contra o Palácio do Campo das Princesas.

Nos bastidores, porém, a troca é vista como parte de um realinhamento maior, envolvendo cálculos eleitorais de deputados que buscam garantir espaço e sobrevivência política no pleito de 2026.

A governadora Raquel Lyra reagiu com críticas, classificando a movimentação como uma manobra que desrespeita o espírito democrático. “O Legislativo não deve ser palco para ações que não dignificam a estatura da nossa gente”, afirmou.

Parlamentares governistas, como a líder Socorro Pimentel (União Brasil), já cogitam recorrer à Justiça para questionar as mudanças de partido e a própria instalação da CPI.

Um ex-aliado de Waldemar Borges, que preferiu não se identificar, disparou: “O deputado é capaz de vender a própria alma para se safar, imagine trocar de partido.”

A crise abre uma nova fase de tensionamento político em Pernambuco, com reflexos diretos na preparação para as eleições de 2026. E, em Gravatá, o que muda na base política do deputado? Resta aguardar as próximas cenas desse capítulo.

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