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FRAUDE?

Crise no MDB: Diretório de Gravatá contesta filiação de Waldemar Borges, aponta fraude partidária e suspeita de manobra contra Raquel Lyra

Segundo o regimento interno do MDB, todo eleitor precisa solicitar sua filiação no diretório da cidade onde possui domicílio eleitoral. A direção em Gravatá afirma que esse procedimento não ocorreu, o que tornaria a filiação de Waldemar Borges nula e passível de questionamento judicial.

20/08/2025 12h34Atualizado há 10 meses
Por: Zé do Povo
Foto/ZEDOPOVO.com.br
Foto/ZEDOPOVO.com.br

De acordo com a legislação em vigor, como o deputado estadual Waldemar Borges possui domicílio eleitoral em Gravatá, ele deveria ter comunicado diretamente ao diretório municipal sua filiação ao MDB. No entanto, essa exigência partidária não foi cumprida.

O diretório municipal do MDB em Gravatá declarou oficialmente, que a filiação do parlamentar não aconteceu de forma oficial. Borges, que era vinculado ao PSB, anunciou sua entrada no MDB na última segunda-feira (17), ao lado do presidente estadual da legenda, Raul Henry. Porém, como não houve a comunicação ao diretório local, o ato pode ser considerado irregular.

Segundo o regimento interno do MDB, todo eleitor precisa solicitar sua filiação no diretório da cidade onde possui domicílio eleitoral. A direção em Gravatá afirma que esse procedimento não ocorreu, o que tornaria a filiação de Waldemar Borges nula e passível de questionamento judicial.

A situação gerou forte reação dentro do partido, com integrantes apontando que a movimentação foi feita às pressas e teria como objetivo fortalecer a oposição à governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa, especialmente na condução da CPI da publicidade. Para lideranças emedebistas de Gravatá, a manobra busca criar uma base mais robusta contra a atual gestão estadual.

Até o momento, nem Raul Henry nem Waldemar Borges se pronunciaram sobre a denúncia do diretório municipal. A crise interna, porém, expõe um racha dentro do MDB pernambucano e deve ganhar novos capítulos nos próximos dias, com possíveis desdobramentos jurídicos e políticos.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que a movimentação foi feita às pressas como manobra política para enfraquecer a governadora Raquel Lyra (PSD) e dar força à oposição dentro da Assembleia Legislativa.

Com essa ofensiva, Socorro Pimentel amplia a disputa jurídica e política nos corredores da Alepe. A parlamentar já havia se colocado contra a condução de Diogo Moraes na CPI e agora promete também judicializar o caso da suposta filiação irregular de Borges.

A novela da filiação promete esquentar ainda mais os bastidores da política estadual e pode redefinir os rumos da oposição a Raquel Lyra.

As informações são do Blog do Silvinho.

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