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Água no limite: Gravatá depende de obras da Compesa para não ficar no sufoco. Plano emergencial é anunciado!

Com a Barragem de Jucazinho quase seca, companhia acelera obras e aposta no Rio São Francisco para garantir água no Agreste

21/08/2025 18h30Atualizado há 10 meses
Por: Zé do Povo
Foto/Assessoria COMPESA
Foto/Assessoria COMPESA

A situação da Barragem de Jucazinho é preocupante. O reservatório, que abastece várias cidades do Agreste, está em pré-colapso, com apenas 2,49% da capacidade total. Isso significa que, se não chover, a água só deve durar até janeiro de 2026.

Segundo a Compesa, mesmo com a forte evaporação causada pelo calor, ainda será possível manter a retirada de água até o início do próximo ano. Para isso, várias medidas já estão sendo colocadas em prática.

Uma das principais foi a retirada de Caruaru do Sistema Jucazinho. Desde março, a cidade passou a ser abastecida pelo Rio São Francisco, liberando água para outros municípios. Essa mudança beneficiou diretamente cidades como Gravatá, Bezerros, Surubim, Toritama, Passira, Cumaru e Riacho das Almas.

Em Gravatá e Bezerros, a novidade é que a Adutora de Serro Azul vai reforçar o fornecimento, somando-se ao apoio da Adutora do Agreste, que já está em obras. No caso específico dessas duas cidades, 64% do Lote 5B da Adutora do Agreste já foi concluído, com investimento de R$ 92 milhões. A promessa é levar água diretamente da Estação de Tratamento de Salgado, em Caruaru, garantindo mais segurança no abastecimento.

Outras ações também estão em andamento, como testes na ETA Bela Vista, em Caruaru, que pode levar água do Rio São Francisco para municípios atendidos pelo Tramo Norte de Jucazinho. Além disso, até outubro deve ficar pronta a nova ETA Alto Capibaribe, em Santa Cruz do Capibaribe, com capacidade para 200 litros por segundo.

Desde janeiro, a Compesa já gastou milhões em obras emergenciais, instalou balsas flutuantes para captar a pouca água que resta e corre contra o tempo para evitar um colapso maior. Só uma das obras, que ligou a Adutora do Agreste ao sistema de Jucazinho, custou R$ 4,4 milhões e foi entregue em tempo recorde.

Agora, a expectativa é que o avanço da Adutora do Agreste seja a saída definitiva para a crise hídrica. Só no trecho entre Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe já foram assentados 63 dos 66 km de tubulações, e a previsão é que até 2026 esse sistema esteja em plena operação.

Enquanto isso, os moradores de Gravatá e das demais cidades precisam contar com os investimentos emergenciais e torcer para que a chuva volte a cair com força no Agreste.

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