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Gravatá pode voltar a eleger um deputado estadual após 60 anos

Disputa começa a ganhar força com nomes já confirmados e outros ainda em articulação nos bastidores

02/09/2025 09h57Atualizado há 10 meses
Por: Zé do Povo
Foto/ZEDOPOVO.com.br
Foto/ZEDOPOVO.com.br

No próximo ano, Gravatá pode reviver um feito histórico: voltar a eleger um deputado estadual da terra, algo que não acontece há quase seis décadas. Em 1966, o gravataense José Soares de Andrade, Dr. Deda, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco com 5.701 votos, pelo partido Arena, o mesmo que elegeu o então governador José do Rêgo Maciel.

Desde então, a cidade não conseguiu emplacar novamente um representante direto no parlamento estadual. Agora, às vésperas das eleições de 2026, esse cenário pode mudar.

Dr. Deda, eleito deputado estadual em 1966, falecido em 2019

GRAVATÁ RUMO À ALEPE: TRÊS NOMES SURGEM COMO FAVORITOS

Joaquim Neto, Viviane Facundes e Léo do Ar concentram atenção política da cidade na corrida por representação estadual após quase seis décadas.

Entre os nomes postos, o do ex-prefeito Joaquim Neto merece destaque. Ele já testou sua força em outras disputas. Em 2010, quando concorreu a deputado estadual, alcançou uma expressiva votação de 13.250 votos em Gravatá e 25.100 no total no estado, ficando como suplente. Naquela eleição, a diferença para a vitória foi pequena: o então eleito Antônio Moraes obteve 33.083 votos.

Já em 2022, Joaquim voltou a disputar a cadeira na Alepe, obtendo 5.823 votos em Gravatá e 11.728 em todo o estado.O ex-prefeito Joaquim Neto já confirmou a pré-candidatura em entrevista ao radialista Zé do Povo na Rádio Nova FM. Agora, em 2026, ele retorna ao jogo político tentando transformar essa trajetória em capital eleitoral.

 

Nos bastidores, também ganha força a possibilidade de Viviane Facundes, esposa do prefeito Padre Joselito, entrar na corrida. Embora ainda não tenha feito anúncio público, o seu nome é constantemente lembrado em conversas políticas e articulações na cidade. Sem nunca ter sido testada nas urnas, Viviane aposta suas fichas no trabalho realizado à frente da Secretaria de Assistência Social e, atualmente, como secretária de Obras e Serviços Públicos de Gravatá. Além disso, conta, obviamente, com a capilaridade eleitoral do marido, o prefeito Padre Joselito, que obteve 32.888 votos nas últimas eleições.

Essa votação, a depender da sigla escolhida e da capacidade de transferência de votos por parte de Joselito, pode colocá-la diretamente na disputa por uma das vagas na Assembleia Legislativa.

Outro nome que entrou oficialmente na disputa foi o do eterno presidente da Câmara Municipal, Léo do Ar, Figura controversa, mas com história política na cidade. Hoje, Léo também exerce a presidência da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), e muitos acreditam que ele pode sonhar mais alto e disputar com reais chances de vitória

 

Por enquanto, a pré-campanha ainda está no início, marcada por encontros reservados, grupos em negociação e busca por alianças estratégicas. O peso eleitoral de Gravatá, no entanto, é inegável e certamente estará no radar tanto do prefeito do Recife, João Campos, quanto da governadora Raquel Lyra, à medida que o tabuleiro político estadual se desenhar.

Depois de mais de 50 anos de espera, a população gravataense pode ter novamente a chance de ver a cidade representada na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A corrida já começou, e promete ser das mais acirradas.

E você? Acredita que, quase seis décadas depois, Gravatá merece eleger novamente um deputado estadual para representá-la na Alepe? Qual a sua opinião?

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