O ex-presidente Jair Bolsonaro está no centro de um julgamento histórico. Se for condenado em todos os crimes, pode passar até 43 anos na cadeia, em regime fechado.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que a tentativa de derrubar a democracia foi confirmada por provas fortes. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, leu o relatório da Ação Penal (AP) 2668, que trata da tentativa de golpe de Estado, e Gonet pediu que os réus do Núcleo 1 sejam condenados.
Segundo Gonet, o grupo criminoso se organizou entre 2021 e 2023 com o objetivo de tentar quebrar a democracia no Brasil. Não foi achismo: os próprios integrantes deixaram arquivos digitais, planilhas, discursos e mensagens que mostram todo o plano.
O grupo incluía militares, ex-ministros e integrantes de órgãos de inteligência. Eles planejavam atacar instituições como STF e TSE, tentar prejudicar a alternância de poder e enfraquecer o Judiciário. Também tentaram desacreditar a votação eletrônica.
A denúncia apresenta detalhes sobre a estruturação e a atuação da organização criminosa entre meados de 2021 e início de 2023, com o objetivo de promover a ruptura da ordem democrática no Brasil. O procurador-geral destacou que a acusação não se baseou em suposições frágeis, uma vez que os próprios integrantes do grupo documentaram quase todas as fases da ação. Durante a investigação, foram apreendidos arquivos digitais, planilhas, discursos prontos e trocas de mensagens relacionados ao plano.
A Polícia Federal descobriu grande parte dos fatos, mas os relatos do colaborador Mauro Cid ajudaram a esclarecer tudo.
Os autos mostram planos como o Punhal Verde e Amarelo, que previam até assassinatos por envenenamento do presidente eleito, do vice e do ministro Alexandre de Moraes. O plano incluía monitoramento das autoridades, compartilhamento de dados e uso de armas pesadas, com alta chance de mortes.
Gonet lembrou que regimes autoritários começam com o desmonte dos órgãos de controle. Por isso, STF e TSE foram os principais alvos do grupo.
Tentativa de golpe de Estado
Organização criminosa armada
Danos ao patrimônio público
Danos a patrimônio histórico
Planejamento de assassinatos de autoridades
Jair Bolsonaro – ex-presidente
Alexandre Ramagem – deputado federal e ex-diretor da ABIN
Almir Garnier Santos – almirante e ex-comandante da Marinha
Anderson Torres – ex-ministro da Justiça
Augusto Heleno – general da reserva e ex-ministro do GSI
Mauro Cid – tenente-coronel e ex-ajudante de Bolsonaro
Paulo Sérgio Nogueira – general e ex-ministro da Defesa
Walter Braga Netto – general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e Defesa
Se for condenado em tudo, Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão, em um caso que nunca aconteceu antes no Brasil.
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