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GRAVATÁ

Ocorrência inusitada em Gravatá: morador do bairro Maria Auxiliadora é acusado de manter relação com égua e pede “prova concreta”

Caso repercute em Vitória de Santo Antão, onde o homem foi conduzido à delegacia; ele nega todas as acusações e diz que história foi inventada por populares

04/09/2025 12h18Atualizado há 10 meses
Por: Zé do Povo
Foto/ZEDOPOVO.com.br
Foto/ZEDOPOVO.com.br

Na noite desta quarta-feira (3), uma situação inusitada colocou o nome de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, em evidência. No bairro Maria Auxiliadora, área urbana da cidade, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de que um homem estaria tentando manter relações sexuais com uma égua.

De acordo com informações da 5ª Companhia Independente da PM, ao chegar ao local os policiais encontraram o acusado, que foi conduzido ao plantão policial da Delegacia de Vitória de Santo Antão, município vizinho. Lá, ele prestou esclarecimentos e negou com veemência todas as acusações.

Eu entrei no estabelecimento onde estavam uma égua e um cavalo. Fiquei o resto do dia lá junto com os meninos. O dono da égua chegou junto com a polícia e quis discutir. Eu disse: “Beleza, irmão, não tenho nada a declarar. Se quiser me levar, pode me levar.” Então me trouxeram até a delegacia de Vitória. Depois disseram: “Você está liberado.” Eu respondi: “Certo, estou liberado. Mas agora quero saber o motivo pelo qual fui apreendido e trazido até a polícia de Vitória.

O homem afirmou que em nenhum momento teve contato íntimo com o animal e reforçou que a égua passou o dia inteiro circulando pra lá e prá.

“Em nenhum momento eu quis relação com ela. Estão inventando história. Eu quero uma prova concreta. Se for o caso, podem fazer perícia na égua”, declarou.

Ainda durante o relato, o acusado destacou que é um “cidadão de bem”, disse estar sem condições financeiras de retornar a Gravatá aguardando carona ou algum transporte solidário e adiantou que pretende acionar uma advogada para abrir processo contra quem, segundo ele, espalhou a acusação sem apresentar provas.

Apesar da repercussão, o proprietário do animal não chegou a comparecer à delegacia para registrar queixa formal. A Polícia Civil deve analisar os relatos colhidos para decidir se haverá abertura de inquérito.

O episódio já repercute entre os gravataenses, dividindo opiniões: de um lado, moradores que dizem ter presenciado a cena; de outro, o acusado, que insiste na inocência e pede que “a verdade venha à tona”.

Praticar sexo com animais é crime no Brasil.

Desde 2020, com a sanção da Lei 14.064/2020, conhecida como Lei Sansão, os maus-tratos contra cães e gatos ganharam penas mais severas. Mas, mesmo antes disso, já havia previsão legal contra abusos a qualquer animal.

Hoje, a prática de zoofilia (sexo com animais) é considerada crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). Pena prevista: de 2 a 5 anos de prisão, multa e proibição de guarda de animais. Se o animal vier a morrer em decorrência do abuso, a pena pode ser aumentada.

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