A turbulência no PSDB de Pernambuco ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (29). A deputada Débora Almeida, uma das principais vozes em defesa da governadora Raquel Lyra na Assembleia Legislativa, perdeu a liderança do partido e os assentos que ocupava nas comissões de Justiça, Finanças e Administração.
A decisão foi tomada pela Executiva Estadual da legenda, que definiu pela independência política na Alepe e, em seguida, elegeu Diogo Moraes, ex-PSB, como novo líder tucano. Embora Débora tenha sido mantida no posto por decisões judiciais anteriores, a perda se consolidou após a aplicação de uma regra do estatuto que permite a deputados com 30 dias de filiação assumir funções de relevância.
O movimento reflete a conturbada relação interna do PSDB desde que Raquel Lyra deixou a sigla. A governadora, que rompeu com a direção nacional ainda em 2023, levou consigo grande parte da base política, o que deixou o partido enfraquecido e marcado por divisões.
“Fica cada vez mais patente que o PSDB queria continuar criando dificuldades para a governadora”, afirmou Débora. Mesmo afastada das principais comissões, ela ressaltou que continuará alinhada ao Palácio, mantendo apenas assento na Comissão da Mulher.
Determinada, a parlamentar reforçou: “Vamos para a frente. Continuarei no combate”.
Com a nova configuração, o PSDB segue rachado: dois deputados votam a favor do governo e dois se alinham à oposição. Oficialmente, a legenda não migrou para o bloco oposicionista, preferindo manter a posição de independência, o que dá a Débora e a Isaías Régis liberdade de voto.
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