Deu errado a jogada do deputado estadual Waldemar Borges para entrar no MDB. O juiz Cézar Santos da Silva suspendeu a filiação do parlamentar depois de um pedido feito pelo diretório municipal do partido. O problema é que a filiação foi feita pela Executiva Estadual, passando por cima do diretório municipal, que é quem deveria autorizar a entrada de Borges, já que o domicílio eleitoral dele é em Gravatá.
Na decisão, o juiz foi direto:
“Está evidenciada na narrativa da parte autora e nos documentos colacionados aos autos, que indicam, com razoável verossimilhança, que a filiação do Deputado Estadual Waldemar Borges ao partido MDB foi formalizada diretamente pela Executiva Estadual, à revelia do Diretório Municipal de Gravatá/PE, local de seu domicílio eleitoral.”
Se insistir na filiação, Wal pode pagar multa de R$ 5 mil por dia, chegando até R$ 100 mil.
Numa clara tentativa de prejudicar a governadora Raquel Lyra na ALEPE, o movimento de Waldemar Borges acabou dando errado e rendeu críticas. Em Gravatá, os opositores não poupam palavras e chamam o deputado de “Papai Noel do Mal”, dizendo que ele é capaz de qualquer peripécia para atrapalhar os adversários.
Por enquanto, Jarbas Filho segue sendo o único deputado do MDB na Assembleia Legislativa. Uma audiência de conciliação está marcada para o dia 14 de novembro, e o MDB estadual ainda pode recorrer, mas até agora o partido não se pronunciou oficialmente.
Se não reverter a decisão na Justiça, Waldemar vai ter que procurar outra sigla, possivelmente voltando ao PSB ou escolhendo outro partido para seguir na política.
Até o momento, nem o deputado Waldemar Borges nem o MDB se posicionaram oficialmente.

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