AS DIGITAL
Câmara de Gravatá

Eduardo Caçapa detona CEI e acusa vereadores de proteger aliados de Waldemar Borges. ASSISTA AGORA!

Em discurso inflamado, vereador questiona seletividade nas investigações, cita contratos milionários ignorados e revela que dono de empresa investigada “se hospedava na casa do deputado estadual”.

30/10/2025 12h07Atualizado há 8 meses
Por: Zé do Povo
Foto/ZEDOPOVO.com.br
Foto/ZEDOPOVO.com.br

A sessão da Câmara de Gravatá nesta quarta-feira (29) pegou fogo com o discurso do vereador Eduardo Caçapa, que não poupou críticas à condução da Comissão de Investigação (CI) criada para apurar possíveis irregularidades na Secretaria de Educação.

Com tom firme, o vereador denunciou o que chamou de “protecionismo político” e afirmou que a investigação foi conduzida de forma seletiva, deixando de fora empresas e contratos ligados a pessoas próximas do deputado Waldemar Borges (PSB).

“Eu cheguei à conclusão do porquê queriam que a gente votasse sem ler. Todo projeto, quando chega nessa casa, é distribuído, e na sessão seguinte é lido. Mas essa CI foi feita às pressas, sem critério e com interesses claros”, disparou Caçapa.

O parlamentar foi além e questionou a falta de isonomia nas apurações:

“Aqui houve uma seletividade. Esse aqui pode ser investigado, aquele ali não pode. Se é do meu grupo político, ninguém chegue perto. Isso é triste, porque a abertura da CI foi unânime, era pra ser um trabalho coletivo e transparente”, afirmou.

Caçapa ainda criticou o silêncio da comissão sobre contratos milionários, citando a empresa Via Ambiental e o contrato da Viação Soares, que segundo ele, “nunca foram investigados”. “Por que o maior contrato do município, com a Viação Soares, não foi investigado? Por que não podia? E por que ninguém quis fiscalizar o Salgadão? Lá não tem irregularidade também?”, questionou o vereador.

O ponto mais polêmico da fala veio quando o vereador citou diretamente o deputado Waldemar Borges e a relação com a empresa AJA, responsável por contratos de lixo e limpeza urbana:

“O dono da AJA andava aqui em Gravatá na companhia de quem? Ele foi trazido pra Gravatá pelo deputado Waldemar Borges, na campanha de 2020. Ele se hospedava na casa de Waldemar. É amigo pessoal dele e do ex-secretário”, revelou Caçapa, sob murmúrios no plenário.

O vereador também acusou a CI de ter sido usada para proteger aliados e atacar o governo municipal:“A CI, pra mim, virou um instrumento político pra criar narrativa, pra defender aliados do deputado Waldemar Borges e atacar o prefeito e seus secretários. Não foi pra isso que a gente votou”, disse.

Encerrando seu discurso, Caçapa declarou voto contrário ao relatório final da comissão, afirmando “não ter visto imparcialidade nem isonomia”.

“Eu voto contra. Porque tudo que vi me causa estranheza. Faltou verdade, faltou coragem e sobrou proteção pra quem é amigo de deputado”, concluiu o vereador.

CLIQUE PARA ASSISTIR O VÍDEO!

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários