Olha... quem ouviu o programa de Jota Silva na última segunda-feira sabe que o negócio foi diferente. Ninguém esperava ver a secretária de Obras, Viviane Facundes, ali no estúdio, ainda mais depois de tanto fogo cruzado entre o comunicador e a gestão do padre Joselito. Foi uma daquelas entrevistas que o povo comenta até no café da manhã do outro dia.
Pra quem acompanha a política de Gravatá, sabe que Jota já foi muito próximo do governo, sempre abrindo espaço para os secretários, elogiando o padre e a turma da prefeitura. Mas, de uns tempos pra cá, o tom mudou. Vieram as críticas, as cobranças e até algumas alfinetadas pesadas contra a gestão, inclusive contra a própria Viviane.
Aí vem ela, de surpresa, encara o microfone e fala na lata. Não fugiu de pergunta nenhuma. Disse que sofre perseguição, que está num espaço dominado por homens e que, mesmo assim, tá entregando resultado. Falou com firmeza, olhando pra frente, sem se enrolar.
E quando Jota elogiou dizendo que ela tá “preparadíssima pra ser candidata a deputada estadual em 2026” Viviane respondeu direto: “Eu não sou candidata hoje. Meu foco hoje é trabalhar e continuar fazendo o bem pelo povo de Gravatá.”
Mas quem entende de política sabe: quando alguém diz que “no momento” não é candidata, é porque o tabuleiro já começou a se mexer. A fala dela incomodou muita gente. Principalmente quando mandou essa:
“O que existe hoje são pessoas desequilibradas, que não têm conteúdo, não têm propriedade, não têm ética e nem moral pra falar do que vem sendo feito em Gravatá.”
E olha que não é a primeira vez que uma entrevista no programa de Jota Silva vira assunto em Gravatá. Quem não lembra do vereador Bruno Sales, que foi ao programa cheio de confiança e acabou sendo expulso do estúdio após discordar do radialista? Aquilo ali foi um divisor de águas e desperta em muitos o medo de ser entrevistado. Uma palavra atravessada e o debate desandou.
Mas é justamente aí que está o papel da imprensa: mostrar os fatos, cobrar, questionar e, acima de tudo, dar espaço pra quem pensa diferente.
Nesse ponto, Jota acertou em cheio ao levar Viviane para a entrevista e Viviane também acertou em ir. Foi um gesto de coragem dos dois lados. É isso que mostra que a democracia está amadurecendo, principalmente aqui em Gravatá, onde o debate político ainda precisa evoluir muito.
Logo depois da entrevista, vereadores próximos a Jota correram pras redes pra gravar vídeos criticando a gestão, tipo pra deixar claro: “não estamos com Viviane nem com o governo”.
Mas uma coisa é certa: Viviane vem crescendo. Pode até não ser candidata agora, mas tá jogando o jogo certo. No marketing e na coragem, tá fazendo gol atrás de gol.
Gravatá, que sempre cobrou mais mulheres autênticas na política, parece ter encontrado uma que fala o que pensa e não se esconde atrás de ninguém. E isso, goste ou não, mexe com o ego de muito homem que se acostumou a mandar e não gosta de dividir espaço.
Na política, o jogo vira rápido. Hoje é crítica, amanhã é aplauso. E essa entrevista mostrou que quem tem coragem, se destaca e quem fala com o povo, conquista respeito.
Sensação
Vento
Umidade