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INVASOR CULPADO

Funcionários relatam entrada irregular de vereadores Ricardo Malta e Professora Ninha no aterro sanitário.

Episódio reacende embates políticos e indica que a disputa por 2026 já começou com força total

05/01/2026 12h39Atualizado há 6 meses
Por: Zé do Povo
Foto/ZEDOPOVO.com.br
Foto/ZEDOPOVO.com.br

Nossa equipe teve acesso a imagens que estariam sendo analisadas e que levantam questionamentos sobre a presença do vereador Ricardo Malta e da vereadora Professora Ninha, ambos do PSB, no Aterro Sanitário de Gravatá.

Segundo decisões judiciais vigentes, fiscalizações parlamentares em áreas restritas devem ser previamente comunicadas aos responsáveis, o que, de acordo com relato de um funcionário que preferiu não se identificar, não teria ocorrido neste caso.

De acordo com esse funcionário, os parlamentares teriam aproveitado a entrada de um veículo de coleta de lixo para acessar o local de forma abrupta. Ainda segundo o relato, após averiguação, os vereadores teriam solicitado a licença de funcionamento do aterro, documento que foi perdido justamente no período em que ambos atuavam como secretários municipais.

O episódio ganha maior repercussão política porque o vereador Ricardo Malta é apontado como um dos responsáveis pela gestão em que o aterro perdeu a licença ambiental, situação que culminou em graves consequências para o município. Ambos os parlamentares são ligados ao deputado Waldemar Borges, que foi afastado da gestão municipal junto com seus aliados.

Nos bastidores da política local, a leitura é de que o caso ultrapassa o campo administrativo e entra diretamente no terreno eleitoral. A atual gestão do prefeito Padre Joselito e da secretária de Obras Viviane Facundes estaria no centro das movimentações, especialmente diante da possibilidade de Viviane deixar a pasta nos próximos meses para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

A pergunta que ecoa nos corredores é direta: qual seria o real objetivo da ação dos vereadores? A avaliação é que há uma tentativa clara de desgaste político, mirando não apenas a atual administração, mas também possíveis candidaturas ligadas a ela.

Segundo a secretaria responsável pela pasta, a gestão municipal tem buscado, junto aos órgãos de controle, reaver a licença perdida durante a administração do vereador que hoje fiscaliza aquilo que ele próprio ajudou a destruir. Ainda de acordo com a pasta, todos os esforços estão sendo realizados para corrigir os erros cometidos no passado.

Até o momento, nenhum dos vereadores se manifestou publicamente sobre a visita ao aterro. No entanto, a julgar pelo posicionamento crítico adotado, o local parece estar passando por um processo de reorganização por parte da secretaria responsável, pois, caso contrário, a zoada seria bem maior.

Com esses movimentos, uma coisa já parece evidente: a eleição de 2026 em Gravatá não está no horizonte distante, ela já começou, e em ritmo acelerado.

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