A 1ª reunião extraordinária do 1º período legislativo de 2026 da Câmara de Gravatá foi marcada por um forte gesto político: 10 vereadores decidiram não comparecer à sessão em protesto contra a postura adotada por colegas parlamentares.
A ausência em massa esvaziou o plenário, deixando apenas seis vereadores, além do presidente Léo do Ar, o que inviabilizou qualquer deliberação. Com isso, ficaram travadas tanto a tentativa de avanço de um pedido de impeachment contra a gestão do prefeito Padre Joselito quanto a oitiva da secretária de Obras e Serviços Públicos, Viviane Facundes.
Segundo informações de bastidores, os parlamentares ausentes discordam da forma como o processo vinha sendo conduzido, apontando falta de diálogo, alinhamento e critérios mais claros entre os membros da Casa. A falta de unidade acabou enfraquecendo o movimento e expondo a desarticulação interna.
Outro fator que chamou atenção foi a mudança de posicionamento do vereador Gil Dantas (PSDB), que, de acordo com informações, passou a integrar o grupo do prefeito Joselito, (sem confirmação oficial), e se colocou contrário à iniciativa dos colegas, representando mais um baque para a oposição. Mesmo sem quórum, o presidente Léo do Ar abriu a sessão conforme determina o regimento, mas precisou suspendê-la por 20 minutos diante da ausência significativa de parlamentares. Sem o número mínimo necessário, os trabalhos foram encerrados sem qualquer avanço.
A sessão também contaria com a presença da secretária Viviane Facundes, que não pôde comparecer devido ao cumprimento de agenda administrativa, incluindo ações de serviços no município e a entrega da requalificação do Alto do Cruzeiro. Com o plenário praticamente vazio e sem a presença da secretária, os poucos vereadores presentes ficaram isolados, falando sozinhos e sem condições de avançar em qualquer pauta.

O episódio escancara o clima de tensão e divisão na Câmara de Gravatá. Entre divergências internas, falta de consenso e mudanças de posicionamento, a oposição enfrenta um momento de fragilidade e agora busca um novo rumo para tentar emplacar suas pautas no Legislativo.
Nossa equipe de reportagem tentou contato com os vereadores que não compareceram, mas até o momento nenhum deles se posicionou publicamente sobre os motivos da ausência, o que amplia as dúvidas e a repercussão nos bastidores políticos.
O prefeito Joselito mostra força na articulação e, além das novas adesões, pessoas que estavam distantes da gestão voltam para a base pela qual foram eleitas.
Os vereadores que faltaram e se posicionaram a favor do prefeito de Gravatá, Padre Joselito.
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