O cenário político de Gravatá para as eleições de 2026 segue em ritmo acelerado, com o grupo liderado pelo prefeito Padre Joselito apresentando uma chapa quase definida e articulada para o pleito.
Um dos principais pontos dessa construção é a forte sintonia com o vice-prefeito João Paulo. O próprio gestor já afirmou que ambos “caminham coladinhos, coladinhos”, reforçando a unidade política e a coesão interna do grupo.
Na disputa estadual, o nome escolhido é o da primeira-dama Viviane Facundes, que ganhou projeção pelas ações à frente da Secretaria de Ação Social e da Secretaria de Obras e Serviços Públicos. Apesar da visibilidade administrativa, esta será a primeira vez que Viviane terá seu nome testado diretamente nas urnas, o que coloca como ponto de atenção a capacidade de transferência de votos por parte do prefeito.

No campo federal, o grupo conta com o apoio do deputado André Ferreira (PL), que foi o mais votado do estado na última eleição e tem reforçado seu compromisso político com o projeto da cidade de eleger a primeira mulher deputada na cidade. Ao seu lado, aparece também Anderson Ferreira (PL), que, caso confirme candidatura ao Senado, pode surgir como segundo nome na chapa, dividindo palanque com o senador Humberto Costa (PT), dentro de uma composição no cenário municipal.

Por outro lado, a governadora Raquel Lyra também entra com força nesse cenário. O prefeito Padre Joselito já bateu o martelo e seguirá alinhado com a gestora estadual nestas eleições. Hoje, ambos estão no mesmo partido, que tem como presidente municipal a pré-candidata Viviane Facundes, reforçando ainda mais a unidade política de Gravatá.
Com isso, o desenho do grupo governista vai se consolidando: Raquel Lyra para o Governo do Estado, Viviane Facundes como pré-candidata a deputada estadual, André Ferreira para federal, além do senador Humberto Costa, que tenta a reeleição. Já Anderson Ferreira surge como possível segundo nome ao Senado, caso confirme sua candidatura.

Com a chapa quase definida, apoio de lideranças influentes e uma base unida, o grupo de Padre Joselito entra na disputa com protagonismo, tendo como principal teste a capacidade de transformar articulação política em votos nas urnas.
Esse cenário revela uma configuração diferenciada no município, onde forças políticas que são adversárias em outros contextos acabam convergindo localmente. A estratégia amplia o leque de alianças do grupo governista, mas também traz desafios, especialmente na consolidação de votos e na resposta do eleitorado diante dessa composição.
Nesse tabuleiro, o jogo político em Gravatá vai sendo montado com foco nas eleições de 2026, mas sem perder de vista os desdobramentos e impactos que essa construção pode gerar já mirando o cenário de 2028.

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