A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontam fortes indícios de que o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, teria tentado viabilizar a emissão de um passaporte português para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A intenção, segundo os investigadores, seria facilitar a saída de Cid do Brasil.
A PGR encaminhou nesta terça-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido formal de abertura de inquérito contra Gilson Machado. A manifestação também acompanha o entendimento da PF sobre a necessidade de investigar as supostas ações do ex-ministro.
Para os investigadores, a suposta atuação de Gilson junto ao Consulado de Portugal, em Recife (PE), em maio de 2025, teria como objetivo garantir um novo passaporte europeu para Mauro Cid, que atualmente é réu, junto com Bolsonaro e outros 29 investigados, por tentativa de golpe de Estado.
A acusação sustenta que a trama golpista visava manter Bolsonaro no poder mesmo após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
Além de apoiar a abertura do inquérito, a PGR também solicitou ao STF a autorização para medidas cautelares contra Gilson Machado, como busca e apreensão, além da quebra de sigilos telefônicos e de mensagens, com o objetivo de aprofundar as apurações.
O caso ainda será analisado pelo STF, que decidirá se autoriza ou não as diligências solicitadas.
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