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CASO BOLSONARO

Aliados de Bolsonaro sob Pressão: PGR e STF avançam em Investigações!

Mais de 15 nomes ligados ao ex-presidente já são réus ou alvos de investigações por atos antidemocráticos, fraudes e conspirações para anular as eleições de 2022.

04/06/2025 09h56Atualizado há 1 ano
Por: Zé do Povo

A crise no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se intensifica. Nas últimas semanas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) avançaram nas investigações e denúncias contra aliados do ex-chefe do Executivo, culminando em réus, prisões, delações e renúncias de defesa.

A mais recente repercussão envolve a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que deixou o Brasil rumo à Europa alegando problemas de saúde. Após sua saída, a PGR pediu sua prisão, encaminhando a solicitação ao ministro Alexandre de Moraes. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que resultou na emissão de um falso mandado de prisão contra Moraes, segundo depoimento do hacker Walter Delgatti Neto, também condenado.

A saída do país e a falta de cooperação da parlamentar resultaram na renúncia de seu advogado, Daniel Bialski, que alegou “motivo de foro íntimo”.

O Cerco se fecha

Carla Zambelli é apenas uma entre os diversos aliados de Bolsonaro que enfrentam graves acusações na Justiça. O próprio ex-presidente foi denunciado pela PGR por liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado, com planos que incluíam até ações violentas contra autoridades, como o presidente Lula e o ministro Moraes.

Entre os principais nomes envolvidos:

  • Braga Netto (ex-ministro da Defesa): réu no STF por conspiração golpista.

  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça): preso por omissão nos atos de 8 de janeiro e posse de minuta golpista.

  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens): delator, preso por falsificação de dados e participação no plano golpista.

  • Augusto Heleno, Alexandre Ramagem, Paulo Sérgio Nogueira e outros militares e ex-ministros, todos réus por atuação na tentativa de invalidar as eleições de 2022.

O general Almir Garnier e o coronel Rafael Martins foram citados como favoráveis ao uso das Forças Armadas em ações antidemocráticas.

Prisões e Renúncias

Outros nomes próximos a Bolsonaro foram detidos nos últimos meses, como:

  • Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, acusado de interferência eleitoral em 2022.

  • Filipe Martins, ex-assessor presidencial, suspeito de entregar minuta golpista a Bolsonaro.

  • Daniel Silveira e Roberto Jefferson, ex-deputados, presos por desrespeito a decisões judiciais e envolvimento em ataques à democracia.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também foi preso em 2024 por posse ilegal de arma durante buscas relacionadas às investigações.

Consequências Políticas

O avanço das investigações e a consolidação de provas contra o núcleo bolsonarista pode gerar consequências devastadoras para o futuro político do ex-presidente e de seu partido. Bolsonaro, inelegível até 2030, vê sua base ruir em meio a prisões e delações.

A sucessão de escândalos levanta dúvidas sobre a estabilidade da oposição no Congresso e a capacidade de reconstrução do bolsonarismo como força política. Com o Judiciário em plena ação e os militares sob investigação, o chamado “cercadinho do poder” está cada vez mais sob pressão institucional.

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