A prisão do ex-ministro do Turismo, Gilson Neto, e do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, representa mais do que um novo capítulo na crise do bolsonarismo: é o indício de que o núcleo duro do ex-presidente está em desespero e agindo para escapar da Justiça.
Segundo apuração da Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), Gilson e Cid estariam envolvidos em movimentações sigilosas para facilitar a saída do país em meio a investigações que avançam sobre o entorno mais próximo de Bolsonaro. A operação deflagrada nesta sexta-feira reforça a tese de que há uma estrutura organizada de proteção e fuga sendo desmontada, peça por peça.
Fontes com acesso às investigações revelam que a prisão de Mauro Cid não foi apenas uma medida preventiva, mas sim uma resposta direta a novas tentativas de ocultação de informações sensíveis. O mesmo vale para Gilson Neto, que além de ex-ministro, é um dos aliados mais fiéis de Bolsonaro, tendo participado de reuniões estratégicas nos últimos meses.
O que ninguém está dizendo, mas que já circula entre bastidores de Brasília, é que um depoimento recente de Jair Bolsonaro levantou alertas. Numa de suas falas, Bolsonaro sugeriu que seus aliados estavam sendo “perseguidos” e que ele mesmo seria alvo em breve. Para os investigadores, essa fala não foi espontânea, mas sim um indício claro de que ele sabia das articulações em curso e da possibilidade de novas prisões.
Mauro Cid, por sua vez, é peça-chave em todos os escândalos envolvendo o ex-presidente: da gestão de recursos sigilosos à relação com militares e figuras do alto escalão. Sua prisão reforça o medo, dentro do próprio bolsonarismo, de que ele possa voltar a colaborar com as investigações, agora com novas informações.
O cerco se fecha. A rede de proteção se desfaz. E no centro disso tudo, está Jair Bolsonaro.
Seguimos acompanhando. A qualquer momento, novas atualizações.
Sensação
Vento
Umidade